PDG Realty apresenta 38 planos de recuperação judicial

Crédito: Marcello Carvalho/G1 Campinas

A construtora e incorporadora PDG Realty e sua securitizadora apresentaram 38 planos de recuperação judicial na terça-feira, um principal para a controladora e maior parte das 512 sociedades de propósito específico (SPEs) e outros 37 planos individuais para os empreendimentos segregados pelo patrimônio de afetação (regime pelo qual os bens e direitos vinculados a um empreendimento, como terrenos e vendas, ficam separados do patrimônio total da empresa), de acordo com fato relevante da companhia.

“Foi apresentado um plano único para reger a integralidade dos direitos e obrigações da PDG, com exceção dos patrimônios de afetação constituídos por controladas das companhias… os quais são objeto de 37 planos individuais”, diz o comunicado.

Em 22 de fevereiro, a PDG pediu recuperação judicial, após o acordo de reestruturação de dívidas assinado em maio de 2016 com bancos credores ter fracassado.

A justiça deferiu o pedido em 2 de março, nomeando a PricewaterhouseCoopers como administradora do processo. Foi estipulado ainda um prazo de 60 dias para a apresentação do plano de recuperação judicial.

No final de março, a PDG tinha dívida líquida e custos a incorrer da ordem de R$ 5,8 bilhões, conforme material de divulgação do balanço.

Na época, o presidente do grupo, Vladimir Kundert, disse a analistas que a empresa seguiria priorizando nos próximos meses as vendas à vista para reforçar o caixa.

O plano principal apresentado na véspera inclui Certificados de Recebíveis Imobiliários da securitizadora lastreados em créditos devidos especialmente por sociedades do grupo e que representam quase 94% dos recebíveis emitidos.

O plano também prevê a reestruturação de obrigações decorrentes de garantias das emissões de CRI cujos devedores compraram imóveis não integrantes da PDG, preservando o atual fluxo de pagamentos e demais características dessas operações.

Conforme a proposta, o foco da empresa será a conclusão de projetos em andamento, as vendas de imóveis em estoque e a equalização de passivos. Mediante autorização judicial, a PDG poderá vender ativos ou tomar novos financiamentos para honrar dívidas.

“Os planos apresentam os meios de recuperação pelos quais o a PDG acredita que poderá equacionar o atual descompasso de fluxo de caixa, manter a normalidade operacional e continuar obras paradas de determinados empreendimentos imobiliários, objetivando a superação da atual crise econômico-financeira”, afirmou a companhia em comunicado.

A ação da PDG na Bovespa fechou esta quarta-feira em alta de 1,98%, ante avanço de 0,34% cento do Ibovespa. Em 2017, o papel acumula valorização de 26,2%.

Fonte: http://g1.globo.com/economia/negocios/noticia/pdg-apresenta-38-planos-de-recuperacao-judicial.ghtml

 

 

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