Valor >> Economia brasileira tem condições de absorver choques, sustenta Ilan

SÃO PAULO  –  O Brasil tem amortecedores robustos e, por isso, está menos vulnerável a choques internos ou externos, afirmou o presidente do Banco Central (BC), Ilan Goldfajn. Ele destacou que o país tem uma situação robusta no balanço de pagamentos, com déficit de transações correntes de 1% do Produto Interno Bruto (PIB) e investimento estrangeiro direto de 4,3% do PIB. “Mesmo que for diminuir um pouco o investimento estrangeiro direto, há folga relevante nos fluxos”, disse em evento em São Paulo.

Ilan lembrou que o regime de câmbio é flutuante é a primeira linha de defesa. “Isso não impede de usar os instrumentos, como as reservas internacionais, que estão em US$ 375 bilhões, equivalente a 20% do PIB”, disse. “Temos recursos para o fluxo necessário”, complementou.

 De acordo com ele, vários ajustes e reformas aumentaram a confiança e reduziram a percepção de risco. “A continuidade nessa direção, em especial com a aprovação da reforma da Previdência e de outras reformas que visam aumentar a produtividade, será importante para a sustentabilidade da desinflação e da queda da taxa de juros estrutural da economia. A evidência empírica tem corroborado a importância da atuação da política monetária, e da política econômica de forma geral, para o controle da inflação”, notou durante evento em São Paulo.

 

 

O dirigente do BC apontou ainda que as taxas de juros nominais e reais têm recuado no Brasil. “A taxa Selic recuou 400 pontos-base nos últimos meses e há expectativa de quedas adicionais à frente”, comentou. Ele apontou ainda que as taxas de juros reais também recuaram de valores próximos a 9% ao ano em setembro de 2015 para a faixa de 4,2% a 5% atualmente.

“Estender para dois anos e meio o horizonte de fixação da meta para a inflação e seu intervalo de tolerância representa uma importante mudança estrutural no regime de metas”, disse um dia depois de o Conselho Monetário Nacional (CMN) ampliar o horizonte de definição da meta de inflação e fixar as metas de 2019 e 2020.

Ilan destacou que, passados 18 anos da implantação do regime de metas, a fixação das metas para a inflação em 4,25% para 2019 e em 4% para 2020 é um passo importante para se caminhar para taxas de inflação mais baixas de uma forma gradual e consistente, para minimizar riscos e ser sustentável ao longo do tempo.

Fonte Oficial: http://www.valor.com.br/financas/5022642/economia-brasileira-tem-condicoes-de-absorver-choques-sustenta-ilan.

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