Valor >> Quem pode substituir Yellen na presidência do Fed, segundo o FT

SÃO PAULO  –  O “Financial Times” fez um levantamento dos possíveis nomes que podem substituir a atual presidente do Federal Reserve (Fed, banco central americano), Janet Yellen, cujo mandato termina em fevereiro de 2018. São seis “concorrentes”, entre acadêmicos e funcionários do próprio Fed e do governo americano.

Apesar de ainda não ter batido o martelo pela não recondução de Yellen, o presidente Donald Trump não deu sinais nesta direção, ao contrário. Durante a campanha presidencial criticou-a frontalmente. Depois de eleito se absteve de maiores comentários, mas elogiou seu trabalho. Yellen tem um mandato como executiva do Fed até janeiro de 2024, mas a possibilidade de que permaneça no banco central não é aventada pelo mercado pelo fato de que isso nunca aconteceu antes.

No caso de sua saída, alguns nomes estão mais fortemente no páreo, segundo o jornal britânico. O primeiro é Gary Cohn, atual diretor do Conselho Econômico Nacional da Casa Branca e ex-Goldman Sachs. Segundo o FT, trata-se do “principal candidato” para o posto, não é um economista acadêmico, mas tem “vasta experiência no mercado”.

O segundo nome é Kevin Warsh, acadêmico visitante na Universidade de Stanford e conselheiro de negócios de Trump. O FT destaca que ele é “um cético sobre flexibilização quantitativa e tem sido altamente crítico do banco central”. Serviu no Conselho de Administração do Fed durante a crise crise financeira, quando foi visto como um interlocutor-chave entre Wall Street e o então presidente Ben Bernanke.

Glenn Hubbard, decano de Columbia, republicano, foi já cotado para Secretário do Tesouro e para o Fed em 2012, na candidatura de Mitt Rommey. Defende uso de regras para definir as taxas de juros, em linha com economistas conservadores, diz o FT.

O quarto cotado é John Taylor, famoso por criar a “Regra de Taylor”, que emergiu no contexto de pesquisas do Novo Consenso macroeconômico, nos anos 1980 e 1990. A regra calcula a taxa de juro básica de equilíbrio com base nas condições econômicas do país. “Republicanos do Congresso têm tentado forçar o Fed a prestar maior atenção a tais regras de política, na medida em que procuram usar a legislação para reduzir o poder discricionário do banco central, mas o Fed resiste ferozmente à ideia”, segundo o FT. Taylor leciona em Stanford.

Jerome Powell, atual membro do “board” do Fed com mandato até 2028, também é cotado. Considerado centrista em relação à condução da política monetária, trabalha diretamente com questões relacionadas aos mercados e à regulamentação financeira.

O último nome é Gregory Mankiw, professor de Harvard e várias vezes cotado para o Fed por governos republicanos anteriores. Trabalhou com George Bush no Conselho de Assessores Econômicos. Para o FT, trata-se de um conservador na política monetária e tem apoiado amplamente os esforços de estímulo do Fed na era de crise.

Fonte Oficial: http://www.valor.com.br/financas/5038714/quem-pode-substituir-yellen-na-presidencia-do-fed-segundo-o-ft.

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