Jornal do Comércio >> Dólar testa patamar de R$ 3,15 após derrota de Trump e cenário político tranquilo

O dólar teve mais um dia de queda ante o real acompanhando o movimento no exterior, após o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, sofrer mais um revés no Congresso, reduzindo, assim, as chances dele implementar uma série de reformas prometidas e maiores gastos com infraestrutura e, consequentemente, novos apertos monetários. Um ambiente mais tranquilo internamente devido ao recesso parlamentar também contribuiu para o movimento baixista, assim como a alta do petróleo.

Após mais dois senadores republicanos anunciarem ontem que não apoiarão a reforma na saúde, impossibilitando a aprovação da proposta de substituição do Obamacare, o líder da situação no Senado, Mitch McConell, admitiu a derrota. A situação gerou preocupação entre os investidores mundo afora. “A derrota de Trump hoje mostra carência de capital político e coloca em dúvidas as reformas que o mercado defendia para aquecer a economia, como a reforma tributária”, destacou o operador da corretora da H.Commcor Cleber Alessie Machado Neto.

O governo americano argumentava que a reforma na saúde liberaria verba para outros gastos, por exemplo em infraestrutura. Para Bruno Foresti, gerente de câmbio do Banco Ourinvest, a derrota reduz a percepção da quantidade de aumentos de juros nos EUA, uma vez que a reforma na saúde era parte importante para o corte de impostos que Trump queria implementar. “Isso pode gerar um crescimento mais lento na economia e, com o Fed (Federal Reserve) diminuindo seu balanço patrimonial, devemos ver apenas mais uma alta de juros no fim deste ano e no próximo ano não devemos ter três aumentos, como era esperado anteriormente”, explicou Foresti.

O dólar foi influenciado ainda pelo recesso parlamentar. Especialistas de mercado apontam que o dólar tem encontrado oportunidade para cair desde a aprovação da reforma trabalhista no Senado, ajudado ainda pela condenação do ex-presidente Lula e, consequentemente, a percepção de que o Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF-4), que julgará em segunda estância, acatará a denúncia, de modo que ele fique inelegível em 2018.

No mercado à vista, o dólar terminou em baixa de 0,87%, aos R$ 3,1552, na menor cotação desde 17 de maio (R$ 3,1340), quando estourou a crise política com a delação da JBS. O giro financeiro somou US$ 1,19 bilhão. Na mínima, a moeda ficou em R$ 3,1547 (-0,88%) e, na máxima, aos R$ 3,1765 (-0,20%). No mercado futuro, o dólar para agosto caiu 0,89%, aos R$ 3,1635. O volume financeiro movimentado somou US$ 11,89 bilhões. Durante o pregão, a divisa oscilou de R$ 3,1620(-0,93%) a R$ 3,1845 (-0,23%).

Fonte Oficial: http://jcrs.uol.com.br/_conteudo/2017/07/economia/574492-dolar-testa-patamar-de-r-3-15-apos-derrota-de-trump-e-cenario-politico-tranquilo.html.

Os textos, informações e opiniões publicados neste espaço são de total responsabilidade do(a) autor(a). Logo, não correspondem, necessariamente, ao ponto de vista do World Câmbio.

Comentários

você pode gostar também

Quer fazer parte de nosso grupo?

Inscreva-se em nossa newsletter!