Valor >> CVM intima Cunha e Funaro a dar informações em caso do fundo da Cedae

RIO  –  A Comissão de Valores Mobiliários (CVM) intimou a apresentarem informações o ex-deputado Eduardo Cunha, o operador do mercado financeiro Lúcio Funaro e outros 35 acusados em processo que analisa desvios no fundo de pensão da Companhia de Água e Esgoto do Rio de Janeiro (Cedae), a Prece.

O diretor relator do caso, Gustavo Borba, solicitou a elaboração de planilha contendo o cálculo da probabilidade de ganhos sistemáticos dos acusados. Eles têm 15 dias para apresentar esta documentação. O despacho foi publicado na edição de ontem do Diário Oficial da União (DOU).

O processo sancionador foi aberto em 2012 e investiga irregularidades na carteira de fundos exclusivos da fundação entre 2003 e 2006. Parte dos acusados apresentou proposta de termo de compromisso à CVM no ano passado, o que foi rejeitado pela autarquia.

O caso vem à tona no momento em que se discute a privatização da patrocinadora Cedae, como uma das condição para o pacote de socorro financeiro fechado entre o Estado do Rio de Janeiro e a União, além da possibilidade de Cunha fazer uma delação premiada.

Este não é o primeiro processo referente à Prece. Em março deste ano, a CVM multou em R$ 3,5 milhões gestores de recursos, em caso que apurou negligências em fundos de investimentos exclusivos da fundação, na aquisição de títulos privados e públicos federais a preços que supostamente não refletiriam a realidade do mercado à época.

O inquérito avaliou operações entre 2003 e 2006 de quatro fundos de investimento exclusivos administrados pela Quality Corretora: Roland Garros, Monte Carlo, Flushing Meadow e Lisboa.

Antes disso, em junho de 2012, o regulador há havia julgado 77 pessoas sobre golpes contra o fundo de pensão e aplicou multas de mais de R$ 20 milhões a 12 pessoas. Entre os absolvidos, estavam o empresário Fernando Cavendish, Luis Felippe Indio da Costa, a corretora Cruzeiro do Sul, José Roberto Funaro, além de Lúcio Funaro.

Na ocasião, embora a autoridade do mercado de capitais tenha identificado diversas operações consideradas suspeitas, não foram encontrados “indícios fortes” o suficiente para uma condenação. Neste caso, foram investigadas operações realizadas entre 2002 e 2003 em diversas corretoras de valores, em detrimento da Prece.

Fonte Oficial: http://www.valor.com.br/financas/5043200/cvm-intima-cunha-e-funaro-dar-informacoes-em-caso-do-fundo-da-cedae.

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