Valor >> Fluxo de saída de capital nos emergentes segue baixo, diz consultoria

SÃO PAULO  –  Depois de desacelerar acentuadamente no fim de 2016, as saídas líquidas de capital dos países emergentes permaneceram consistentemente baixas nos primeiros seis meses de 2017.

Segundo novo monitor de fluxos da Capital Economics (“Capital Flows Tracker”), as saídas líquidas destas economias no primeiro semestre deste ano foram um quinto do tamanho do mesmo período em 2015 ou 2016.

Em junho, entretanto, o monitor aponta saídas de US$ 20 bilhões, de US$ 17 bilhões em maio, mas se trata de “uma pequena mudança em termos mensais”. O cálculo geral corresponde ao balanço trimestral oficial do balanço de pagamentos e inclui os fluxos relacionados a carteira de investimentos (bônus e ações), investimentos diretos, financeiros e “outros”.

A Capital destaca que, apesar do ciclo de aperto monetário nos Estados Unidos, o comportamento mais benigno dos fluxos de capital dos emergentes mostra que estas economias estão bem posicionadas para a mudança de cenário.

A queda no número total tem mais a ver, contudo, com a China. As saídas de capital no país despencaram de um média de US$ 130 bilhões para US$ 30 bilhões mensais no segundo trimestre. “Os grandes “outflows” da China em 2015 e 2016 foram parcialmente impulsionados por temores de que o renminbi iria se desvalorizar em relação ao dólar, o que incentivou as empresas chinesas a aumentar a sua posição externa líquida. “Estes receios agora desapareceram”. Na verdade, diz a consultoria, “esperamos que o renminbi se valorize em relação ao dólar ao longo dos próximos dois anos”.

Para os mercados financeiros, não apenas o tamanho dos fluxos importa, mas sua composição, diz o economista John Ashbourne, que assina a análise. Portanto, o olhar específico sobre os fluxos de carteira contam muito do ambiente econômico-financeiro dos emergentes.

O modelo sugere que as compras líquidas de ações e bônus de emergentes por não residentes diminuíram um pouco no mês passado, caindo de US$ 53 bilhões em maio, para US$ 49 bilhões em junho. Os fluxos de entradas líquidas para América Latina cresceram ligeiramente, mas recuaram um pouco nos emergentes europeus e asiáticos. O efeito foi mais pronunciado na Europa, onde as entradas líquidas desaceleraram pelo sétimo mês.

De todo modo, os fluxos de entrada se mantiveram o fortes em junho para os padrões recentes, ficando apenas US$ 2 bilhões inferiores ao recorde de dois anos registrado no mês anterior. As moedas, com poucas exceções, se apreciaram, enquanto os mercados de ações na maioria dos países registraram ganhos.

Fonte Oficial: http://www.valor.com.br/financas/5043526/fluxo-de-saida-de-capital-nos-emergentes-segue-baixo-diz-consultoria.

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