Valor >> Para OMC, Brasil crescerá pouco em 2017 e há risco de deterioração

GENEBRA  –  A economia brasileira deverá ter uma recuperação progressiva em 2017, mas o crescimento continuará “pouco importante durante um período prolongado”. A avaliação é da Organização Mundial do Comércio (OMC) em documento enviado aos 164 países-membros para examinar a política comercial brasileira.

Para os economistas da entidade que visitaram o Brasil, apesar dos fundamentos econômicos sólidos no seu conjunto, os riscos de deterioração das perspectivas econômicas persistem. “A economia continua vulnerável a um retorno da incerteza política assim como a um atraso no tratamento dos desequilíbrios orçamentários”, dizem.

Para a entidade, o crescimento sustentável futuro depende da implementação de reformas estruturais capazes de elevar a produtividade em vários setores. Ela sugere uma reforma do regime tributário e de incentivos, “atualmente muito complexos”, e da redução de certas regulamentações que pesam sobre as empresas.

Sem surpresa, também a OMC insiste na importância de eliminação de problemas de infraestrutura e resolução de problemas ligados às aposentadorias e ao mercado de trabalho. Para a entidade, essas reformas aumentariam a resiliência da economia brasileira, permitindo tomar o rumo do crescimento inclusivo e a redução das desigualdades de renda.

Ação do Banco Central

A OMC avalia que o Banco Central do Brasil não procurou influenciar a taxa de câmbio e suas intervenções no mercado de divisas se limitam a conter a instabilidade excessiva no curto prazo.

Num cenário em que uma guerra cambial é sempre tema de discussões na cena comercial internacional, a OMC constata que, entre 2013 e 2015, o real se desvalorizou cerca de 20% em termos efetivos reais, “se aproximando de um nivel que corresponde mais aos fundamentos”, para depois se valorizar cerca de 6% no ano passado.

Também na avaliação da entidade, as “intervenções relevantes” da política monetária foram calibradas para conter a inflação, que ficou no limite superior da margem de tolerância durante a maior parte do período examinado.

A menor pressão inflacionária desde outubro de 2016 permitiu ao BC reduzir progressivamente a taxa básica de juro, “o que deveria ajudar a relançar a economia”.

Fonte Oficial: http://www.valor.com.br/brasil/5041024/para-omc-brasil-crescera-pouco-em-2017-e-ha-risco-de-deterioracao.

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