Jornal do Comércio >> Consoles de videogames de última geração estão longe do brasileiro

Folhapress

Apesar de estarem no mercado há três anos e meio, PlayStation 4 e Xbox One só estão em, respectivamente, 17,7% e 12,9% das casas de quem joga com consoles. Por outro lado, 40,9% dos gamers brasileiros ainda têm o Xbox 360, e 35,3% têm PS3, aparelhos da fase anterior, chamada de sétima geração.

Os dados são de uma pesquisa referente a 2016, feita pela Sioux, empresa de games, e pela ESPM (Escola Superior de Propaganda e Marketing).

Em contraste, um estudo da Nielsen de 2017 aponta que, nos Estados Unidos, 5% ainda usam Xbox 360 e 3% jogam com o PlayStation 3.

“Essa fase de transição longa é normal pelo fator financeiro”, diz Danilo Parise, professor de marketing de videogames na ESPM. “Os consoles chegaram com um valor pouco acessível no país, e isso impactou as vendas.”

O PlayStation 4 importado chegou ao Brasil no fim de 2013, em meio a uma polêmica pelo seu preço, que ia até R$ 4.000. Demorou um ano para a Sony anunciar uma versão feita no Brasil, por um preço 35% menor, que pôde alavancar as vendas.

Já o Xbox One apostou desde o início em fabricação nacional, para não sofrer os efeitos do imposto de importação de mais de 60% do preço final. “É um reflexo natural da nossa economia, mas já estamos chegando perto do momento da transição em que, se o consumidor não migra, ele perde muito conteúdo”, diz Marcelo Tavares, organizador da Brasil Game Show, maior feira de jogos do país.

As vendas do PS4 e do Xbox One só ultrapassaram as da geração antiga no segundo semestre de 2016, de acordo com estudo da GfK.

Tavares acredita que lançamentos de jogos exclusivos para a oitava geração, no fim deste ano, devem melhorar o cenário para os novos consoles. Estão para sair novos jogos das séries Red Dead Redemption, God of War, Call of Duty e Uncharted.

Otimista com a melhora no mercado brasileiro de games, Tavares afirma que sua feira terá 20% mais expositores neste ano do que em 2016.

A pesquisa da ESPM conclui, ainda, que a porcentagem de pessoas que compram jogos usados no Brasil é alta – 46% em 2016. Um terço de quem respondeu a pesquisa prefere jogar no computador, outro terço, no celular, e outro, em consoles, empatados.

No smartphone, 78,2% baixam só jogos gratuitos. “Ainda tem essa cultura de não pagar, mas aos poucos as pessoas vão se acostumando com a ideia”, diz Parise.

A pesquisa constatou no Brasil o que é tendência mundial – mulheres são 52% dos gamers, especialmente no smartphone, preferido por 48,2% no sexo feminino. Quanto ao gênero, elas preferem jogos de estratégia, aventura e cartas, enquanto homens preferem ação, corrida e estratégia, nessa ordem.

Fonte Oficial: http://jcrs.uol.com.br/_conteudo/2017/07/economia/576592-consoles-de-videogames-de-ultima-geracao-estao-longe-do-brasileiro.html.

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