Valor >> Justiça de SP determina bloqueio de bens da Eldorado Celulose em ação

SÃO PAULO  –  (Atualizada às 18h45) O Tribunal de Justiça de São Paulo acatou em parte um pedido de liminar apresentado pela empresa Viscaya Holding Participações, Intermediações, Cobranças e Serviços, empresa do doleiro Lúcio Funaro, e bloqueou os bens da Eldorado Brasil, produtora de celulose de eucalipto da J&F Investimentos.

Funaro, preso e réu na Operação Lava-Jato, pediu também o bloqueio de bens da J&F, mas não foi atendido pela juíza Luciana Bassi de Melo. Em sua decisão, a juíza afirma que “os documentos trazidos aos autos e também as informações trazidas pela autora, acerca da venda de ativos e a apontada probabilidade de insolvência podem deixar sem respaldo o valor pleiteado pela autora (a Viscaya)”.

Empresa se pronuncia

A Eldorado informou em nota que desconhece o teor da decisão judicial que bloqueou seus bens. “A Eldorado Brasil afirma que ainda não foi citada no processo de execução promovido pela empresa Viscaya, portanto desconhece o teor da decisão judicial que, alegadamente, bloqueou seus bens. Uma vez que a Eldorado seja intimada, apresentará as medidas judiciais necessárias à proteção de seus direitos”, diz a nota.

A J&F está no momento conduzindo negociações exclusivas com a chilena Arauco para venda Eldorado.

A determinação da juíza da 5ª Vara Cível do Foro Regional de Pinheiros, proferida ontem, veio em resposta a pedido dos advogados de Funaro em ação judicial movida por ele contra a Eldorado.

O doleiro cobra um pagamento R$ 44 milhões, sob a alegação de que não teria recebido o valor combinado para intermediar a contratação de um empréstimo de R$ 940 milhões da Eldorado junto ao fundo de investimento do FGTS, o FI-FGTS. Os recursos foram usados em obras relacionadas à fábrica da empresa em Três Lagoas (MS).

No fim de junho, quando a ação movida por Funaro veio a público, a Eldorado informou que o doleiro não fez a intermediação entre a companhia e a Caixa na obtenção do empréstimo. “O contrato nunca foi performado, não houve prestação de serviço e que, portanto, a cobrança é indevida”, informou.

Fonte Oficial: http://www.valor.com.br/empresas/5064996/justica-de-sp-determina-bloqueio-de-bens-da-eldorado-celulose-em-acao.

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