Jornal do Comércio >> Mercado dá voto de confiança a Meirelles e dólar cai a R$ 3,17

O dólar renovou mínima ante o real nesta tarde de terça-feira (15), pois que o Ministério da Fazenda informou que o anúncio de revisão da meta fiscal, marcado para amanhã, será feito hoje, às 18h. A melhora de humor começou no fim da manhã, depois que o ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, rechaçou que o déficit da meta fiscal deste ano será em torno de R$ 170 bilhões, bem acima dos atuais R$ 139 bilhões. Depois disso, a moeda americana atingiu novas mínimas diversas vezes até fechar em baixa significativa. Contribuiu para este movimento a redução das ameaças entre a Coreia do Norte e os EUA.

“Depois que Meirelles rechaçou uma meta com déficit em torno de R$ 170 bilhões, o mercado começou a dar um voto de confiança para a equipe econômica”, disse o diretor da corretora Mirae, Pablo Spyer. “Não vemos necessidade de chegar a números como R$ 170 bilhões (de déficit)”, disse Meirelles pela manhã.

De acordo com o diretor da Correparti Ricardo Gomes da Silva, o fato de o Ministério da Fazenda ter oficializado uma data para divulgação da revisão da meta fiscal gerou certa tranquilidade, o que levou o mercado a interpretar que o número “deverá vir mais próximo ao que o ministro (Henrique Meirelles) quer do que a área política deseja”.

O Broadcast apurou que o governo poderá anunciar revisões dos déficits primários para R$ 159,5 bilhões, equivalentes ao rombo registrado em 2016. Até agora, a equipe econômica trabalhava com metas menores de déficit para este ano (R$ 139 bilhões) e R$ 129 bilhões em 2018.

Redução de risco no exterior também contribuiu para o movimento baixista. Para o diretor de câmbio da Abrão Filho, Fernando Oliveira, após o recuo na ameaça da Coreia do Norte, o ambiente para o risco melhorou. Ontem, o regime do líder norte-coreano Kim Jong-un decidiu manter em compasso de espera o plano de lançar mísseis na região do território americano de Guam, no Pacífico. “Esta mudança ocorreu depois que a China impôs limitações nas importações da Coreia do Norte, que é totalmente dependente do gigante asiático”, disse Oliveira. Dados positivos dos EUA, como as vendas no varejo acima do esperado, também impulsionaram o dólar no exterior.

Esta percepção reduziu a procura por moedas consideradas porto seguro, como o iene e o franco suíço e, com isso, o dólar encontrou espaço para subir lá fora, movimento que refletiu em alta internamente no início do pregão.

No mercado à vista, o dólar terminou em baixa de 0,79%, aos R$ 3,1745. O giro financeiro somou US$ 695 milhões. Na mínima, a moeda ficou em R$ 3,1715 (-0,88%) e, na máxima, aos R$ 3,2066 (+0,21%).

No mercado futuro, às 17h38, o dólar para setembro caía 0,75%, aos R$ 3,1775. O volume financeiro movimentado somava cerca de US$ 12,33 bilhões. Durante o pregão, a divisa oscilou de R$ 3,1770 (-0,76%) a R$ 3,2175 (+0,49%).

Fonte Oficial: http://jcrs.uol.com.br/_conteudo/2017/08/economia/579805-mercado-da-voto-de-confianca-a-meirelles-e-dolar-cai-a-r-3-17.html.

Os textos, informações e opiniões publicados neste espaço são de total responsabilidade do(a) autor(a). Logo, não correspondem, necessariamente, ao ponto de vista do World Câmbio.

Comentários

você pode gostar também

Quer fazer parte de nosso grupo?

Inscreva-se em nossa newsletter!