Valor >> Bolsas de NY fecham sem direção única pressionadas por varejo

SÃO PAULO  –  As bolsas de Nova York reagiram, nesta terça-feira (15) à atuação de forças difusas que variaram do alívio, com o recuo das provocações mútuas entre Estados Unidos e Coreia do Norte, a balanços piores que o esperado de varejistas.

Após ajustes, o Dow Jones fechou em alta de 0,02%, a 21.998,99 pontos. O S&P 500 recuou 0,05%, a 2.464,61 pontos. O Nasdaq perdeu 0,11%, a 6.333,01 pontos.

Os índices acionários sentiram a pressão de balanços mais fracos de alguns varejistas. O setor de consumo discricionário liderou as perdas no S&P 500, com recuo de 0,90%.

As ações da Advance Auto Parts caíram 20,53%, na maior queda diária da história da empresa após divulgar lucros bem abaixo do esperado. Os papéis de outra companhia do setor, a Dick’s Sporting Goods, também sofreram um tombo de 23,05% com o balanço pior do que o projetado e a revisão para baixo das metas de 2017.

A gigante do varejo Home Depot caiu 2,68% mesmo depois de divulgar lucros e vendas acima do esperado no segundo trimestre e de revisar para cima do “guidance” do ano. Segundo analistas, a ação passou por um movimento de realização, uma vez que os resultados fortes já estavam no preço. O papel acumulou alta de 6,7% entre 24 de julho, quando atingiu a mínima do ano, até a sexta-feira, 11 de agosto.

No Dow Jones, a tênue alta de hoje foi conquistada com ajuda de ações de American Express, Apple, Boeing e Coca-Cola, que subiram, respectivamente, 1,54%, 1,09% e um duplo 0,85%.

As bolsas de Nova York receberam ainda influência do volume abaixo da média, comum nesta época de férias de verão no hemisfério norte, quando muitos operadores se mantêm longe dos pregões.

A cautela antes da ata do Federal Reserve também levou os principais referenciais a oscilar perto da estabilidade, ao longo da sessão.

A ata da reunião de política monetária do Fed será publicada nesta quarta (16). O documento pode revelar pistas mais concretas sobre as próximas ações do banco central dos EUA, como confirmar o início do processo de enxugamento do balanço a partir de setembro e a pausa ou continuidade da elevação das taxas nos próximos encontros.

Entre a semana passada e a segunda-feira, vários integrantes do Fed emitiram sinais conflitantes sobre o que esperam da política monetária no resto do ano. Os presidentes do Fed de Mineápolis, Neel Kashkari, e de Dallas, Robert Kaplan, por exemplo, sugeriram ser favoráveis a uma pausa nas altas de juros até a inflação começar a dar mais indicações de fortalecimento.

Nesta segunda, porém, o comandante da regional de Nova York, William Dudley, afirmou que o banco central deveria manter o ritmo de aperto e elevar a meta da taxa de curto prazo mais uma vez até dezembro, mesmo com pressões de alta de preços ainda fracas.

As ações listadas em NY também seguiram pressionadas diante da percepção cada vez mais disseminada de que os preços estão muito elevados, com os índices de referência perto de máximas históricas. De acordo com o mais recente levantamento do Bank of America Merrill Lynch junto a gestores de recursos, 46% dos que responderam consideram haver “sobrepreço” – o maior percentual já registrado na pesquisa, segundo a “CNBC”.

Fonte Oficial: http://www.valor.com.br/financas/5081178/bolsas-de-ny-fecham-sem-direcao-unica-pressionadas-por-varejo.

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