Valor >> Trump diz que expandirá missão no Afeganistão e pressionará Paquistão

WASHINGTON  –  O presidente Donald Trump disse nesta segunda-feira que expandirá a missão dos EUA no Afeganistão, mas em uma estratégia diferente de seus antecessores, e intensificará as ações no Paquistão,.

Em um discurso de 30 minutos transmitido em rede nacional, salpicado de sentenças duras, Trump reconheceu que sua intenção era tirar as tropas do Afeganistão. Mas, concluindo que ele deve se curvar à realidade, ele prosseguiu descrevendo uma nova estratégia para o sul da Ásia, baseada na necessidade de permanecer envolvido na região.

“De agora em diante, a vitória terá uma definição clara”, disse Trump, em discurso proferido na base militar Fort Myer, em Arlington, Virgínia, descrevendo a derrota de grupos terroristas e a proteção dos interesses americanos.

A estratégia aprovada por Trump inclui, segundo as autoridades militares, o fornecimento de até 4 mil soldados adicionais dos EUA para os esforços para combater o grupo extremista Estado Islâmico e os talibãs, bem como continuar treinando as forças afegãs. Atualmente existem cerca de 8,4 mil soldados americanos no Afeganistão, juntamente com cerca de 4 mil soldados de países aliados da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan).

Em seu pronunciamento, Trump referiu-se às divisões de opiniões nos EUA sobre os protestos no início deste mês em Charlottesville, Virginia, enfatizando a importância da unidade nacional.

“Os jovens homens e mulheres que enviamos para lutar em nossas guerras no exterior merecem retornar a um país que não está em guerra consigo mesmo em casa”, afirmou Trump.

O presidente não mencionou o número de tropas adicionais no Afeganistão, mas deixou claro que as forças americanas permaneceriam. Ele disse que os EUA não ficarão [lá] indefinidamente e que ele não estava passando “um cheque em branco”.

Ele acenou com a possibilidade de um eventual acordo de paz com os talibãs, mas disse que não podia dizer se um acordo era possível. O secretário de Estado, Rex Tillerson, em uma declaração cronometrada para coincidir com o discurso de Trump, discorreu sobre as perspectivas de negociações.

“O Talibã tem um caminho para a paz e legitimidade política por meio de um acordo político negociado para acabar com a guerra”, disse Tillerson. “Estamos prontos para apoiar as conversações de paz entre o governo afegão e os talibãs sem condições prévias.”

Trump também procurou distanciar-se dos presidentes anteriores em sua estratégia sobre o Paquistão.

“Não podemos mais ficar em silêncio sobre as salvaguardas do Paquistão para as organizações terroristas, os talibãs e outros grupos que representam uma ameaça para a região e arredores, disse Trump. O Paquistão, acrescentou, “tem muito a ganhar” com a parceria com os EUA em seus esforços no Afeganistão. “E tem muito a perder se continuar a abrigar terroristas.”

Autoridades da administração disseram que a concordância do Paquistão com o plano de Trump resultaria no retorno das centenas de milhões de dólares em assistência negada pelo ex-presidente Barack Obama.

O Paquistão sustenta que tanto a rede extremista Haqqani como o Talibã agora estão baseados no Afeganistão e que realizou operações nos últimos três anos para libertar a presença de insurgentes afegãos e outros militantes, especialmente com uma ofensiva na área tribal do Waziristão do Norte, que serviu de sede para a Haqqani.

Fonte Oficial: http://www.valor.com.br/internacional/5089328/trump-diz-que-expandira-missao-no-afeganistao-e-pressionara-paquistao.

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