Valor >> Imprensa internacional cogita permanência de Yellen no Fed

SÃO PAULO  –  A imprensa internacional especializada vem aumentando as especulações sobre quem substituirá Janet Yellen a partir de fevereiro. A presidente do Federal Reserve (o BC dos Estados Unidos) está nos últimos meses de seu mandato.

Sua permanência no BC americano depois de quadro anos na presidência e 16 atuando em diferentes funções não é totalmente descartada, mas, em se tratando do perfil do presidente Donald Trump, ela não figura entre as principais opções. Yellen, se sair, será só o terceiro líder do Fed a usar apenas quatro anos de seu mandato, que pode ser renovado. Para lembrar os últimos, Ben Bernanke ficou oito anos. Alan Greenspan, 18 anos.

São duas questões sobre a mesa até o fim do ano. A primeira é se Yellen seria convidada a ficar. A segunda, se ela aceitaria ficar.

O nome mais citado atualmente é Gary Cohn, que até janeiro era presidente do Goldman Sachs e hoje atua como Conselheiro Sênior de Trump. Um homem de sucesso das finanças que não tem, contudo, formação em economia, situação que aconteceu, segundo a “The Economist”, duas vezes na história do Fed: com William Miller, “que passou um infeliz ano e meio entre 1978 e 1979” na presidência, em um momento de crescimento baixo e inflação alta; e o caso mais antigo, de Marriner Eccles, presidente de 1934 a 1948. “Como Cohn —

 e ao contrário de Miller — Eccles foi um financista de sucesso” e próximo ao presidente da república.

A “The Economist” como o “The Wall Street Journal” dizem que Trump está considerando renovar o mandato de Yellen ou ao menos mantê-la até encontrar um novo indicado. Mas os dois veículos ainda não a tratam como principal nome. Segundo o site de apostas PredictIt, Cohn lidera com 36% a corrida pelo maior cargo do Fed. Yellen tem 28%.

Prós e contras 

O fato de Yellen ser democrata não seria um empecilho, considerando dados históricos. “Os últimos três líderes do Fed foram todos reeleitos por presidentes de partidos contrários aos seus”, diz a Economist. Segundo o WSJ, a “devoção” de Yellen ao serviço público seria um ponto a favor pela sua aceitação na permanência do cargo.

Do lado contrário, os republicanos são abertamente contra a política de juros ultrabaixos, da enorme carteira de títulos de hipotecas (cerca de US$ 2 trilhões), que ficarão sob custódia do Fed ainda por vários anos, e pela “dura” regulamentação bancária implementada após a crise. Uma das bandeiras de Trump é exatamente afrouxá-la e é o Fed o responsável por isso. Trump recentemente nomeou Randal Quarles, crítico da recente regulamentação, para ser vice-presidente de supervisão do BC americano.

Yellen tem também como ponto negativo a saída de aliados como Stanley Fischer (vice-presidente), em junho do ano que vem, e a de Willian Dudley (presidente do Fed de Nova York), em janeiro de 2019. No mais, além de Quarles, mais dois dos sete assentos no conselho de governadores do Fed estão vagos. As nomeações de Trump, incluindo a do presidente do Fed, estão sujeitas à confirmação do Senado.

Além de Gary Cohn, outros candidatos externos cotados são John Taylor, professor em Hoover; Kevin Warsh, da Stanford’s Hoover Institution, e Glenn Hubbard, da Columbia Business School.

Fonte Oficial: http://www.valor.com.br/internacional/5094892/imprensa-internacional-cogita-permanencia-de-yellen-no-fed.

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