Valor >> Dívida Pública Federal total cai em julho, para R$ 3,341 trilhões

BRASÍLIA  –  A Dívida Pública Federal (DPF) caiu 0,48% em termos nominais na passagem de junho para julho, somando R$ 3,341 trilhões. O custo médio também cedeu, passando de 11,4% ao ano em junho para 10,89% no mês passado.

Pelas metas estabelecidas no Plano Anual de Financiamento (PAF), a DPF deve oscilar entre R$ 3,45 trilhões e R$ 3,65 trilhões.

Segundo nota divulgada pelo Tesouro Nacional, a Dívida Pública Mobiliária Federal Interna (DPMFi), formada pelos títulos públicos emitidos no mercado doméstico, registrou uma queda de 0,27%, para R$ 3,224 trilhões em julho.

Já a Dívida Federal Externa somou R$ 116,41 bilhões (US$ 37,18 bilhões), o que representa uma queda de 6,12% na comparação com os números de junho.

No mês passado, as emissões da Dívida Pública Federal corresponderam a R$ 65,05 bilhões, enquanto os resgates somaram R$ 99 bilhões, o que resultou em resgate líquido de R$ 33,95 bilhões.

Desse total líquido, R$ 31,41 bilhões referem-se a resgate líquido da Dívida Pública Mobiliária Federal interna (DPMFi) e R$ 2,54 bilhões de resgate líquido de Dívida Pública Federal Externa.

O percentual da dívida interna a vencer em 12 meses ficou em 14,96%, contra 15,25% em junho. O prazo médio da dívida interna fechou julho em 4,34 anos, ante 4,3 anos em junho.

Considerando a metodologia “Average Term to Maturity”, que permite melhor comparabilidade do Brasil com outros países, a vida média da dívida pública federal manteve-se em 6,19 anos em julho (mesmo número no mês anterior).

Dívida interna

A participação de investidores estrangeiros na DPMFi caiu em termos percentuais de 12,9% em junho para 12,83% em julho. Em valor absoluto, a fatia saiu de R$ 417,14 bilhões para R$ 413,87 bilhões.

As instituições de previdência fecharam julho com 25,28% da dívida, ante 25,52% em junho. As instituições financeiras encerraram o mês respondendo por 22,3% da DPMFi, contra 22,97% em junho. Os fundos de investimento ampliaram participação para 24,37%, ante 23,59% em junho. O governo responde por 4,88%, ante 4,85% em junho. Já as seguradoras saíram de 4,55% em junho para 4,71% em julho.

O custo médio do estoque da DPMFi caiu de 11,47% ao ano em junho para 11,17% em julho. A comparação, feita pelo Tesouro Nacional, considera o custo acumulado nos últimos 12 meses terminados em cada período.

A participação de papéis pós-fixados subiu de 32,03% em junho para 33% em julho. A fatia de papéis prefixados passou de 36,1% da DPMFi em junho para 35,18% em julho. Os títulos indexados a índices de preços, por sua vez, terminaram julho em 31,37% da dívida interna ante 31,41% em junho. Os ativos corrigidos pelo câmbio fecharam em 0,45%, ante 0,46% em junho. 

Em julho, os prefixados representaram 34,27% da DPF, enquanto os índices preços 30,28%, e taxa de câmbio 3,6%, da DPF.

Fonte Oficial: http://www.valor.com.br/brasil/5097076/divida-publica-federal-total-cai-em-julho-para-r-3341-trilhoes.

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