Jornal do Comércio >> Dólar recua ante rivais, após dados dos EUA e comentários de Mnuchin

O dólar recuou em relação a outras moedas principais nesta quinta-feira (31), em reação a dados da economia americana e a comentários do secretário do Tesouro dos Estados Unidos, Steven Mnuchin.

No fim da tarde em Nova Iorque, o dólar caía para 109,99 ienes e o euro avançava para US$ 1,1905.

O Departamento do Comércio dos Estados Unidos informou na manhã desta quinta-feira que o núcleo do índice de preços dos gastos com consumo (PCE, na sigla em inglês), que exclui custos com energia e alimentos, cresceu 0,1% em julho. Na comparação anual, o avanço foi de 1,4%, abaixo do 1,5% de junho e no nível mais baixo desde dezembro de 2015. O número veio em linha com expectativas de analistas consultados pela Dow Jones Newswires.

Os investidores se preocupam com a recente desaceleração da inflação, que pode impedir que o Federal Reserve (Fed, o banco central americano) eleve novamente as taxas de juros neste ano, como era previsto pela própria instituição desde o fim do ano passado.

De acordo com os futuros dos Fed funds, compilados pelo CME Group, há 31,5% de chance de um novo aperto monetário neste ano. As expectativas de que os juros permanecerão mais baixos tendem a pressionar o dólar, tornando os ativos dos Estados Unidos menos atraentes para investidores.

Comentários de Mnuchin, que disse preferir um dólar mais fraco para favorecer os Estados Unidos nas relações comerciais, deram um combustível a mais para pressionar a divisa americana.

O peso mexicano também registrou forte queda nesta quinta-feira, após comentários do ministro de Finanças do México, Ildefonso Guajardo, sobre o Tratado de Livre Comércio da América do Norte (Nafta, na sigla em inglês). De acordo com Guajardo, o México pode sair da mesa de negociações do pacto, caso o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, não interrompa as ameaças de terminar o acordo. No fim da tarde, o dólar subia a 17,8874 pesos mexicanos.

No Canadá, o Produto Interno Bruto (PIB) registrou um crescimento à taxa anualizada de 4,5% no segundo trimestre, no melhor resultado em mais de uma década, garantindo o título de país com a economia mais acelerada neste ano no grupo do G-7. No fim da tarde, o dólar caía a 1,2494 dólar canadense.

Fonte Oficial: http://jcrs.uol.com.br/_conteudo/2017/08/economia/583267-dolar-recua-ante-rivais-apos-dados-dos-eua-e-comentarios-de-mnuchin.html.

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