Valor >> BC reduz previsão de inflação para este ano e 2018

BRASÍLIA  –  (Atualizada às 8h32) A inflação anual medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) deve fechar 2017 em 3,2%, chegar a 4,3% em 2018, marcar 4,2% em 2019 e 4,1% em 2020. Essa é a trajetória da inflação no cenário que considera as estimativas dos analistas financeiros coletadas no Boletim Focus do Banco Central (BC).

As projeções foram divulgadas nesta quinta-feira no Relatório de Inflação (RI), que tem data de corte em 15 de setembro, e levaram em conta dólar a R$ 3,2 neste ano, a R$ 3,3 em 2018, a R$ 3,4 em 2019 e a R$ 3,45 em 2020. A taxa básica de juros assumida é de 7% em 2017 e em 2018, e de 8% em 2019, mantendo-se neste patamar até o fim de 2020 e 2021.

No Relatório de Inflação de junho, a projeção para a inflação no fim de 2017 era de 3,8%, subindo a 4,5% no fim de 2018 e marcando 4,3% nos 12 meses findos em junho de 2019.

Essa é a primeira vez que o BC abre as projeções até 2020. O horizonte de política foi alongado pelo Conselho Monetário Nacional (CMN) em junho, quando fixou a meta de inflação até 2020. Para 2017 e 2018, a meta é de 4,5%, para 2019 recua a 4,25% e para 2020 cai a 4%. O intervalo de tolerância é de 1,5 ponto percentual para mais ou para menos.

No cenário que considera as taxas de juros e câmbio constantes ao longo do horizonte, a autoridade monetária projeta que a inflação deve encerrar 2017 em 3,2%, subir para 3,8% no ano seguinte, marcar 3,7% em 2019 e se situar em 3,8% em 2020.

Em junho, as expectativas eram de uma alta no IPCA de 3,8% para este ano e 3,9% para 2018, e 3,7% nos 12 meses encerrados em junho de 2019.

O BC aponta que no contexto do processo de flexibilização da política monetária em curso, o Comitê de Política Monetária (Copom) julga que projeções com taxa de juros inalteradas são pouco informativas.

Situação fiscal

No relatório apresentado nesta quinta, a autoridade monetária diz que o processo de aprovação de reformas da economia, somado a outros ajustes, é necessário para a melhora do quadro fiscal e para a redução dos juros.

“A consolidação fiscal está condicionada ao avanço do processo de reformas e de outros ajustes necessários, que serão fundamentais para reversão da trajetória ascendente da dívida pública e redução da taxa de juros estrutural”, afirma o texto.

O BC lembra que o governo alterou as metas para o setor público consolidado em 2017 e 2018 para um déficit de R$ 159 bilhões, em ambos os anos, “com indicação de recuperação gradual do equilíbrio das contas públicas nos anos seguintes”.

Fonte Oficial: http://www.valor.com.br/brasil/5128112/bc-reduz-previsao-de-inflacao-para-este-ano-e-2018.

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