Jornal do Comércio >> Com influência externa, Ibovespa passa por correção e cai 0,53%

O cenário internacional adverso pesou sobre o Índice Bovespa nesta quinta-feira (21), e favoreceu um movimento de realização de lucros no mercado brasileiro de ações, que levou o índice aos 75.604,33 pontos, com queda de 0,53%. A tensão geopolítica, com anúncio de novas sanções dos Estados Unidos à Coreia do Norte, e a queda de mais de 5% do preço do minério de ferro na China foram os principais fatores de influência internacional, que levaram os investidores a recolherem parte dos ganhos acumulados na bolsa brasileira. O volume de negócios somou R$ 9,2 bilhões.

Operadores ouvidos pelo Broadcast, serviço de notícias em tempo real do Grupo Estado, foram unânimes ao apontar a baixa de hoje a uma correção saudável, levando em conta os expressivos ganhos das ações nas últimas semanas. Mesmo com a queda de hoje, o Ibovespa acumula ganho de 6,73% em setembro e de 25,53% no ano. Outros papéis vão bem além desses porcentuais. É o caso das ações do setor financeiro, que em geral contabilizam valorização superior a 30% em 2017.

O minério de ferro caiu 5,11% hoje no mercado à vista chinês (Porto de Qingdao), a US$ 66,09 a tonelada seca. Na terça-feira, a commodity já havia recuado 4%, em meio a sinalizações de que a China pode reduzir a produção de aço em algumas províncias. A queda de hoje do minério derrubou preços de ações do setor de mineração pelo mundo e não poupou os papéis da Vale, que terminaram o dia em queda de 1,99% (ON). O setor siderúrgico acompanhou: CSN ON caiu 2,94% e Gerdau PN perdeu 2,37%.

As ações da Petrobras, que ontem haviam sido destaque de alta na bolsa, devolveram na sessão de hoje boa parte desses ganhos. Petrobras ON e PN terminaram o dia com quedas de 1,22% e 1,26%, respectivamente, em um dia de instabilidade dos preços do petróleo. As ações do setor financeiro fecharam com sinal predominantemente negativo, num comportamento atribuído à realização de lucros recentes.

O cenário doméstico foi apontado por profissionais do mercado como ainda positivo, principalmente no aspecto econômico, que segue dando sinais de recuperação. Pela manhã, a divulgação do Relatório Trimestral de Inflação (RTI) e a desaceleração do IPCA-15 de setembro (+0,11%), que veio abaixo da mediana das projeções, reforçaram a expectativa de que a taxa Selic mais baixa será mantida por tempo prolongado.

No cenário político, chamou atenção a informação de que o corretor Lúcio Funaro afirmou à Procuradoria-geral da República (PGR) que o presidente Michel Temer foi um dos destinatários de propina paga pela Odebrecht e Andrade Gutierrez em uma obra da estatal Furnas no Rio Madeira, em Porto Velho (RO). A notícia chegou a influenciar o dólar, mas foi apenas monitorada no mercado de ações.

Fonte Oficial: http://jcrs.uol.com.br/_conteudo/2017/09/economia/586808-com-influencia-externa-ibovespa-passa-por-correcao-e-cai-0-53.html.

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