Jornal do Comércio >> Moeda digital Pila vai reconhecer voluntariado

Patricia Knebel

Existem mais de 700 criptomoedas catalogadas no mundo. Mas, possivelmente nenhuma delas com o propósito do Pila. O projeto gaúcho, lançado no dia 20 de setembro, quer incentivar a construção de uma comunidade aberta com o objetivo de conectar ONGs, projetos sociais e todas as formas de dedicação a outras pessoas.

“Estamos surfando na onda das moedas digitais, mas sem o enfoque financeiro e, sim, mostrando que é possível usar outros valores para gerar impacto positivo e movimento econômico”, comenta Fausto Vanin. Além dele, são idealizadores desta iniciativa Fábio Carvalho, Alex Hermann, Rafael Prikladnicki e Rafael Leite. Também participam Andréa Foresti, Fábio Borges, Joel Vargas, Marília Silveira, Marcelo Vighi, Rafael Urquhart, Silvia Mansilha e Thiago Ribeiro.

A moeda digital Pila é baseada em blockchain, tecnologia que permite que esses dados sejam transmitidos entre todos os participantes da rede de maneira descentralizada e transparente. Assim, não é necessária a confiança em um terceiro para que os dados de contabilidade estejam corretos e não sejam fraudados.

Dentro da jornada do Pila, as ONGs irão se cadastrar na plataforma www.pila.digital e propor projetos, como buscar alguém para contar histórias às crianças ou consertar o telhado de um asilo. Estas ações são medidas pelas horas de trabalho voluntário de cada pessoa (1 hora = 1 pila) e pelo impacto positivo que geram. A pessoa que trabalhar vai acumular horas de voluntariado e, ao final do mês, é feita a contabilização do impacto positivo gerado. A distribuição é entregue direto na carteira digital do usuário, no seu smartphone.

Em menos de uma semana, o site já tinha recebido cerca de 50 cadastros de ONGs e voluntários. Além disso, a ideia é captar parceiros que passem a aceitar os pilas acumulados pelos voluntários. Isso vai permitir que, no futuro, as moedas digitais sejam trocadas por produtos e serviços, como cursos e palestras. “Queremos cativar as pessoas para esse propósito”, afirma Vanin. 

Foi-se o tempo em que pedir comida pelo delivery era sinônimo de comer fast food ou alimentos de pouco valor gastronômico. Os moradores da cidade de São Paulo cadastrados no site LocalChef podem encontrar via geolocalização, em um raio de 5 a 8 km, chefs independentes, que apresentam cardápio variado, comida elaborada e preparam refeições com performance gastronômica.

Alguns pedidos podem ser atendidos a pronta-entrega, mas a maioria dos clientes da plataforma faz suas encomendas para entrega em local, horário e data de sua conveniência. No total são oferecidos 280 chefes e mais de 3 mil pratos para a escolha do cliente.

De acordo com a empresa, os chefs que fazem parte do negócio LocalChef passam por processo de seleção e são constantemente avaliados por consultores da empresa, que fazem degustação dos pratos apresentados na plataforma. “Muitas pessoas simplesmente não têm mais tempo para elaborar a sua alimentação e, ao mesmo tempo, há uma procura por consumo mais saudável e de melhor qualidade”, observa a idealizadora do Localchef, Simone Utiyama, explicando o cenário que levou a empresa a apostar neste serviço.

O negócio começou em 2016 e faturou R$ 34 mil – a meta é chegar ao final de 2017 com resultado de R$ 500 mil, um crescimento de 1.350%. A empresa conta com uma base ativa de 2 mil clientes.

Os investimentos feitos na startup ultrapassam os R$ 300 mil. O sócio proprietário da marca, Celso Misaki, diz que esse tipo de negócio criado é escalável, podendo crescer rapidamente nos próximos semestres, com a ampliação do mercado. “Estimulamos e aproximamos os que cozinham refeições saborosas e de qualidade aos consumidores ávidos que desejam compartilhar seus momentos de alimentação saudável”, afirma. 

Fonte Oficial: http://jcrs.uol.com.br/_conteudo/2017/09/economia/587015-moeda-digital-pila-vai-reconhecer-voluntariado.html.

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