Valor >> Pinheiro Neto vai apurar indício de fraudes de executivos na Caixa

SÃO PAULO  –  A Caixa Econômica Federal contratou o escritório de advocacia Pinheiro Neto para apurar indícios de fraudes de executivos por um período de 60 dias. Na divulgação de resultados, a Caixa informou nas notas explicativas que criou um comitê independente e foi contratado um escritório de advocacia para investigar o envolvimento de administradores e ex-administradores em atividades ilícitas.

Procurada pelo Valor, a Caixa informou em nota que o “trabalho em curso visa atender uma demanda da consultoria independente e segue o mesmo propósito de auditar procedimentos realizados no âmbito da Caixa, apurando eventuais irregularidades praticadas em operações de crédito”. “Destaca-se que até o momento não se identificou nenhuma ocorrência que caracterize irregularidades nos procedimentos internos ou atos ilícitos praticados pelos seus gestores”, informou o banco.

Segundo a Caixa, o comitê independente é composto por uma representante do conselho de administração, dois representantes do comitê de auditoria interna e um representante da Superintendência Nacional da Auditoria Geral. O banco informou ainda que as “apurações internas prosseguem mantendo a empresa em permanente colaboração com os órgãos de controle e autoridades investigativas”.

A Caixa comentou ainda que os principais fatores para o aumento do lucro no segundo trimestre foram o crescimento da margem financeira, a redução nas despesas com provisão para devedores duvidosos, o avanço nas receitas com prestação de serviços e o controle das despesas administrativas e de pessoal.

De acordo com a Caixa, os R$ 543 milhões em despesas com provisão de crédito registradas no balanço foram relativas ao segmento de grandes empresas. O banco não citou os nomes das companhias nem seus setores de atuação.

A Caixa informou ainda que não registrou receitas adicionais decorrentes do pagamento das contas inativas do FGTS.

Segundo a Caixa, a ressalva dos auditores que constava nos últimos balanços, decorrentes da ausência de laudo de avaliação sobre os investimentos da Funcef no FIP Florestal, “foi resolvida” com a disponibilização do documento pela fundação, “a quem compete pronunciar-se sobre o valor do investimento no ativo que está sob sua administração”.

Sobre os recentes programas de desligamento voluntário dos funcionários, a Caixa informou que aderiram ao último programa 2.806 empregados. Na edição anterior, afirma o banco, houve adesão de 4.429 funcionários. Questionada sobre eventuais impactos da revisão do acordo de leniência dos controladores da JBS nos contratos e dívidas com o banco, a Caixa se limitou a dizer: “Como as análises relativas aos contratos e dívidas da J&F não consideraram o acordo de leniência, eventual revisão não trará impactos.”

Finalmente, a Caixa afirmou que ainda não tem previsão sobre uma possível retomada da venda de carteiras, que foi suspensa pelo Tribunal de Contas da União (TCU).

Fonte Oficial: http://www.valor.com.br/financas/5134812/pinheiro-neto-vai-apurar-indicio-de-fraudes-de-executivos-na-caixa.

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