Jornal do Comércio >> Ibovespa mantém correções e recua 0,31% em sua 6ª queda consecutiva

A bolsa brasileira deu continuidade ao movimento de correção de preços e o Índice Bovespa teve nesta quinta-feira (28), seu sexto pregão consecutivo de baixa. O índice chegou a ensaiar uma alta pela manhã, mas logo perdeu fôlego e encerrou o dia com queda de 0,31%, aos 73.567,24 pontos. Em seis pregões com sinal negativo, o indicador perdeu 3,21% de seu valor. Ainda assim, o índice se aproxima do final de setembro contabilizando alta acumulada de 3,86%, porcentual considerado bastante satisfatório no mercado. Os negócios somaram R$ 8,6 bilhões.

A quinta-feira foi de noticiário escasso, principalmente no período da tarde, o que deixou o mercado carente de referências para operar. Isso explicaria, segundo operadores, o fato de o Ibovespa ter terminado o dia não muito longe da estabilidade. Embora os indicadores econômicos continuem a dar sinais de recuperação da economia, o cenário político é apontado como um dos fatores de desconforto que contribuíram para a correção de hoje e dos últimos dias.

“O cenário externo está dado, com a divulgação do plano tributário dos Estados Unidos e as sinalizações do Federal Reserve de que haverá mesmo aumento de juros em dezembro. Já aqui dentro, a percepção é de que a segunda denúncia contra o presidente Michel Temer engessa a economia, principalmente no que diz respeito à reforma da Previdência”, disse Pedro Galdi, chefe de análise da Magliano Corretora.

À tarde, o destaque no cenário doméstico foi o resultado do governo central em agosto, que teve déficit primário de R$ 9,599 bilhões. O desempenho foi melhor que os registrados em julho (R$ 20,152 bilhões) e em agosto de 2016 (R$ 20,302 bilhões). Também foi melhor do que apontava a mediana das expectativas do mercado, de déficit de R$ 15,6 bilhões, de acordo com levantamento do Projeções Broadcast. Os dados contribuíram para a queda do dólar e dos juros, o que acabou por ter reflexos positivos também na Bolsa.

Na análise por ações, os destaques de baixa ficaram com as ações da Vale (ON: 0,56%) e das siderúrgicas Usiminas (-4,77%, maior queda do Ibovespa), Gerdau PN (-2,69%) e CSN ON (-2,05%). O minério de ferro voltou a cair no mercado à vista chinês (-1,96%), ainda pressionado pelos temores de desaceleração da produção industrial no país.

Já as ações da Petrobras subiram 0,19% (ON) e 0,20% (PN) e contribuíram para amenizar as perdas do Ibovespa, junto com os papéis de papel e celulose. Fibria ON subiu 6,80% e foi a maior alta do Ibovespa, seguida por Suzano ON, que avançou 5,15%. Ambas são beneficiadas pela perspectiva positiva para o setor.

Fonte Oficial: http://jcrs.uol.com.br/_conteudo/2017/09/economia/588163-ibovespa-mantem-correcoes-e-recua-0-31-em-sua-6-queda-consecutiva.html.

Os textos, informações e opiniões publicados neste espaço são de total responsabilidade do(a) autor(a). Logo, não correspondem, necessariamente, ao ponto de vista do World Câmbio.

Comentários

você pode gostar também

Quer fazer parte de nosso grupo?

Inscreva-se em nossa newsletter!