Valor >> Governo central tem déficit primário de R$ 9,599 bilhões em agosto

BRASÍLIA  –  (Atualizada às 15h30) O governo central — que reúne as contas do Tesouro Nacional, Previdência Social e Banco Central — registrou déficit primário de R$ 9,599 bilhões em agosto. O número é inferior ao esperado, segundo a média de 14 instituições financeiras e consultorias ouvidas pelo Valor Data, que era de um déficit primário de R$ 16,35 bilhões. No mesmo mês de 2016, as contas haviam ficado negativas em R$ 20,302 bilhões.

No acumulado do ano, o déficit do governo central é de R$ 85,805 bilhões, o pior resultado da série iniciada em 1997. Em 12 meses, esse resultado negativo chegou a R$ 172,8 bilhões (-2,64% do PIB). Desconsiderando a antecipação de precatórios em 2017, o resultado acumulado em 12 meses seria de um déficit de R$ 154,7 bilhões.

O governo conseguiu aprovar neste mês no Congresso Nacional a mudança da meta fiscal para este ano de um déficit de R$ 139 bilhões para um rombo de R$ 159 bilhões.

Segundo os dados divulgados nesta quinta-feira, o resultado de agosto é reflexo de um superávit de R$ 7,326 bilhões do Tesouro Nacional, de um rombo de R$ 16,888 bilhões na Previdência Social, conforme antecipado pelo Valor PRO, serviço de informações em tempo real do Valor, e de um resultado negativo de R$ 86 bilhões do Banco Central (BC).

Receita X despesas

A receita líquida total do governo central registrou um crescimento real de 19,7% em agosto (contra mesmo mês de um ano antes), somando R$ 92,036 bilhões. Enquanto isso, as despesas totais cresceram 4,1% na mesma comparação. No mês, elas ficaram em R$ 101,634 bilhões.

No acumulado do ano, a receita líquida total cai em termos reais 0,7%, para R$ 729,281 bilhões. Já as despesas sobem 0,3%, para R$ 815,086 bilhões. No ano, as despesas do governo já consumiram 61,62% do teto de gastos. Os pagamentos somaram R$ 806,404 bilhões, enquanto o limite para 2017 é de R$ 1,308 trilhão.

De acordo com o Tesouro, com o crescimento das despesas obrigatórias acima da inflação em 2018, o teto de gastos impõe mais restrições sobre as despesas discricionárias. Apesar disso, medidas como postergação de reajuste de servidores e reoneração da folha revertem, em parte, compressão dessas despesas.

Já considerando o descontingenciamento de R$ 12,8 bilhões, diz o Tesouro, as despesas sujeitas ao teto crescerão 4,8% ao fim de 2017.

Dividendos

O governo federal teve uma receita de R$ 336,2 milhões em dividendos de empresas estatais em agosto, o que contribuiu para o resultado das contas do governo central. O maior pagador de dividendos foi o Banco do Brasil, com R$ 297 milhões. No mesmo mês do ano passado, foram pagos R$ 249,4 milhões em dividendos pelas estatais.

No acumulado do ano, o governo já obteve R$ 4,640 bilhões em dividendos e participações. No mesmo período de 2016, foram R$ 1,279 bilhão.

Seguro-desemprego

Em agosto, o governo federal destinou R$ 4,72 bilhões a despesas com seguro-desemprego e abono salarial, o que representa um recuo de 10% frente um ano atrás.

No acumulado de 2017, o montante soma R$ 37,238 bilhões, o que representa um recuo de 5,6% na comparação com o mesmo períodoanterior, considerando valores correntes.

 

Fonte Oficial: http://www.valor.com.br/brasil/5137478/governo-central-tem-deficit-primario-de-r-9599-bilhoes-em-agosto.

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