Jornal do Comércio >> Apesar da queda do dólar, taxas futuras de juros fecham em alta firme

Os juros futuros de médio e longo prazos fecharam a sessão regular desta quarta-feira, 1º de novembro, em alta firme, a despeito do recuo do dólar ante moedas de economias emergentes, incluindo o real. As taxas curtas terminaram perto da estabilidade. O avanço também foi na contramão do sinal de baixa do rendimento das T-Notes de dez anos, mais acentuado no período da tarde.

Não houve um fator específico a definir a trajetória ascendente das taxas futuras, além do que já vinha inibindo a exposição ao risco nos últimos dias: as incertezas do exterior – sobretudo a expectativa pelo anúncio do próximo presidente do Federal Reserve (Fed, o banco central norte-americana) – e o ceticismo com o andamento das reformas, em especial a da Previdência.

Neste sentido, a entrevista do vice-presidente de rating soberano para a América Latina da Moody’s, Mauro Leos, ao Broadcast (serviço de notícias em tempo real do Grupo Estado) ajudou a adicionar cautela no mercado.

A taxa dos contratos de Depósito Interfinanceiro (DI) para janeiro de 2019 ficou estável em 7,27% e a do DI para janeiro de 2020 subiu de 8,39% para 8,44%. A taxa do DI para janeiro de 2021 fechou em 9,26%, de 9,18%, e a do DI para janeiro de 2023 avançou de 9,89% para 10,00%.

Durante boa parte do dia, os juros acompanharam a volatilidade do dólar, mas na última hora de negócios, houve um descolamento. Quando o dólar voltou a cair, os juros permaneceram em alta até o fechamento.

Além de à tarde ter aumentado o movimento de “risk off” no exterior, que levou os rendimentos dos Treasuries para as mínimas do dia, internamente, a postura defensiva ganhou fôlego com a entrevista do executivo da Moody’s, na qual alertou sobre os riscos para o crédito soberano do Brasil caso não seja aprovada a reforma da Previdência. “É justo avaliar que definitivamente a não aprovação da reforma da Previdência Social trará desdobramentos negativos para o crédito soberano do Brasil”, disse.

Quanto ao Fed, a decisão de política monetária não trouxe surpresas, com a taxa mantida na faixa de 1% a 1,25%, tampouco o comunicado, uma vez que o mercado agora está focado mais em como será a política monetária em 2018, quando a instituição provavelmente estará sob nova direção.

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, vai escolher o próximo presidente do Fed na quinta-feira e comentou que as pessoas ficarão “impressionadas” com sua escolha. Ele também comentou que a atual comandante da instituição, Janet Yellen, “é excelente”, mas, quando questionado se reconduziria ela ao cargo, afirmou que “não disse isso”.

Fonte Oficial: https://worldcambio.com.br/wp-content/uploads/2017/11/jornal-do-comercio-apesar-da-queda-do-dolar-taxas-futuras-de-juros-fecham-em-alta-firme.br_conteudo/2017/11/economia/594192-apesar-da-queda-do-dolar-taxas-futuras-de-juros-fecham-em-alta-firme.html.

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