Jornal do Comércio >> Macromix completa 11 anos atendendo no atacarejo

Com nove lojas em operação, a Rede Macromix completou 11 anos em outubro deste ano e comemora o “êxito” da aposta no modelo atacarejo – no qual uma mesma loja atende tanto o consumidor final quanto pequenos comerciantes que compram em quantidade. De acordo com o diretor de Expansão da UnidaSul (holding que administra a Macromix e que controla também o Supper Rissul), Almir Menegussi, uma das vantagens das lojas é o tamanho. “A nossa unidade mais nova, em Canoas, tem área de venda de 3,5 mil metros quadrados e 25 check outs, o que é confortável tanto para a dona de casa, que precisa fazer compras rápidas do dia a dia, quanto para o comerciante que vai abastecer seu restaurante ou pequeno mercado.” Trabalhando com a política de “hard discount”, a rede gaúcha oferece mais descontos, a partir de determinada quantidade, que também vai variar de acordo com o produto.

Jornal do Comércio – Quais as vantagens que os consumidores encontram no modelo atacarejo?

Almir Menegussi – O atacarejo é um modelo híbrido com características do varejo tradicional – de supermercado – e outras que vêm do atacado. Exemplo dessa mescla é que, nas lojas Macromix, é possível comprar apenas uma unidade do produto, ou em quantidades maiores. E estamos falando de quantidades pequenas, a partir de três ou quatro unidades, por exemplo. Se o consumidor optar por adquirir mais, o produto passa a contar com um desconto, já que caracteriza uma compra por atacado. Ou seja, na prática, deixamos mais flexível o conceito. Além disso, aceitamos todos os cartões de crédito, temos várias formas de pagamento facilitado, o que não ocorre em outros atacados. Ao mesmo tempo, a loja conta com sacolas para as compras, por exemplo, o que normalmente não existe no modelo atacadista. Em resumo, pegamos o que há de melhor em cada modelo e aplicamos para dar mais vantagem ao cliente.

JC – Sendo uma operação diferente, quais os aspectos que o empresário deve considerar ao optar por este formato?

Menegussi – É como qualquer novo negócio: é preciso entender e aprender como será essa nova operação. Além disso, é preciso acompanhar a evolução do cliente final. No nosso caso, tivemos grande crescimento interno, nos processos, e mudanças na forma como falamos com os nossos dois públicos distintos. Esse é um dos nossos desafios diários. Da mesma forma, avançamos na negociação com os fornecedores, entendemos o comportamento do consumidor na loja e criamos novas rotinas.

JC – Qual expectativa de crescimento da rede em 2017?

Menegussi – Manter uma trajetória de crescimento sustentável, entendendo os limites do mercado em um período de supressão econômica como o atual. No ano passado, de forma global, a holding UnidaSul teve faturamento bruto de R$ 1,3 bilhão, contando com as bandeiras Macromix e Supper Rissul, e Atacado Distribuidor. E estamos constantemente em expansão. Recentemente, inauguramos nossa loja mais moderna, em Canoas, que conta com um mix de produtos qualificados e uma loja de “compra rápida”. Também haverá expansão da loja de Torres, que inaugura no dia 10 de novembro, com ampliação de 50%, da área – chegando a 2,8 m2 – e dos setores de perecíveis, além de uma nova área de bebidas geladas em fardos. Também o mix de produtos teve incremento de 30% no número de itens.

JC – As operações nas cidades de Esteio, Novo Hamburgo, São Leopoldo, Gravataí, Torres, Xangri-Lá, Sapiranga e, mais recentemente, Canoas são diferentes em termos de estratégias?

Menegussi – As cidades nas quais estamos presentes foram amplamente estudadas. Canoas, por exemplo, foi escolhida por seu grande e breve potencial de crescimento na Região Metropolitana e, principalmente, porque vem se preparando com uma infraestrutura invejável, melhorando a qualidade de vida da população. O novo shopping certamente será um eixo de desenvolvimento importante, precisávamos estar lá. Porto Alegre e outras cidades estão naturalmente em nosso radar. Se houver oportunidades, iremos avaliar e investir se for viável.

Fonte Oficial: http://jcrs.uol.com.br/_conteudo/2017/11/economia/594358-macromix-completa-11-anos-atendendo-no-atacarejo.html.

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