Jornal do Comércio >> B3 tem lucro líquido de R$ 336,3 milhões, queda de 23,6% por efeitos de fusão

O resultado da B3 no terceiro trimestre de 2017 ainda veio repleto de efeitos da fusão entre a BM&FBovespa e a Cetip. O lucro líquido atribuído aos acionistas da companhia foi a R$ 336,3 milhões, queda de 23,6% na relação anual. A explicação para o recuo é o menor resultado financeiro no período por conta do menor caixa, visto que no mesmo intervalo do ano passado a reserva da bolsa estava inchada para honrar os compromissos aos acionistas da Cetip, por conta da fusão.

No entanto o lucro cresceu 105,9% em relação ao observado no segundo trimestre do ano, quando o lucro chegou em R$ 163,3 milhões.

Já o lucro líquido recorrente, que desconsidera, por exemplo, despesas relacionadas com a combinação com a Cetip e amortização de intangível, também relacionado com a fusão, chegou em R$ 445,3 milhões no segundo trimestre deste ano, queda de 26,8% na relação anual e recuo de 6,4% no comparativo trimestral.

“Continuamos a trabalhar na integração da fusão da B3. Completamos a reestruturação de nossa área de produtos e clientes, buscando aprimorar o desenvolvimento de produtos e a experiência de nossos clientes. Com a conclusão da integração das clearings, pretendemos ter foco ainda maior em iniciativas de desenvolvimento de produtos e mercados, de forma a continuarmos a endereçar as demandas de nossos clientes”, destaca, no documento que acompanha o demonstrativo financeiro, o presidente da B3, Gilson Finkelsztain.

Com caixa menor após a fusão, a B3 teve ganho financeiro de R$ 19 milhões no terceiro trimestre deste ano, queda de 91,6% ante o observado no mesmo período do ano anterior.

Outra razão apontada para o menor lucro no trimestre é o maior endividamento no período, o que também é uma consequência da fusão. No fim de setembro, a dívida bruta da companhia era de R$ 5,739,6 bilhões, correspondendo a 2,2 vezes o Ebitda ajustado. A meta da companhia é reduzir essa alavancagem para 1 vez entre o fim de 2019 e início de 2020.

O Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) ajustado da B3 somou R$ 667,8 milhões entre julho e setembro, aumento de 10,6% em relação ao mesmo período do ano anterior e queda de 1,1% ante o trimestre imediatamente anterior.

Segundo o demonstrativo financeiro da companhia, a geração de caixa no período foi afetada, principalmente, por despesas não recorrentes com provisões que foram reconhecidas no terceiro trimestre, no valor de R$ 231,3 milhões, sobre uma disputa judicial que teve sua chance alterada de possível para provável.

A receita líquida, por sua vez, chegou em R$ 1,061 bilhão, aumento de 20,3% em relação ao terceiro trimestre do ano passado e aumento de 9,3% ante o segundo trimestre deste ano. A margem Ebitda ajustado ficou em 66,6% no terceiro trimestre do ano, ante 68,5% no mesmo intervalo de 2016 e de 69,6% no segundo trimestre deste ano.

Fonte Oficial: https://worldcambio.com.br/wp-content/uploads/2017/11/jornal-do-comercio-b3-tem-lucro-liquido-de-r-3363-milhoes-queda-de-236-por-efeitos-de-fusao.br_conteudo/2017/11/economia/595845-b3-tem-lucro-liquido-de-r-336-3-milhoes-queda-de-23-6-por-efeitos-de-fusao.html.

Os textos, informações e opiniões publicados neste espaço são de total responsabilidade do(a) autor(a). Logo, não correspondem, necessariamente, ao ponto de vista do World Câmbio.

Comentários

você pode gostar também

Quer fazer parte de nosso grupo?

Inscreva-se em nossa newsletter!