Valor >> Ibovespa opera em baixa com EUA e política; dólar é cotado a R$ 3,26

SÃO PAULO  –  O mercado de ações brasileiro entra na segunda etapa do pregão desta sexta-feira acompanhando a queda das bolsas americanas, em mais um momento de preocupação com o atraso na reforma tributária nos Estados Unidos, e diante das dificuldades do mercado de confiar na aprovação da reforma da Previdência. Às 13h27, o Ibovespa cedia 0,74%, para 72.393 pontos.

O investidor estrangeiro já não tem mais a leitura de que, nos Estados Unidos, uma aprovação rápida de mudanças no código tributário americano vá ocorrer. Isso está colaborando para a queda recente dos índices acionários americanos, já que o tema teria chance de causar um novo aquecimento na economia do país.

O tema tem dois efeitos para o Brasil. De um lado, a aprovação em si da reforma tributária nos Estados Unidos pode ter reflexo negativo para a liquidez dos emergentes se causar expansão da atividade econômica acompanhada de inflação, o que poderia afetar o ritmo de alta de juros por lá.

No entanto, por hora, o que está pesando é o receio do estrangeiro quanto à lentidão da pauta, o que tem reforçado uma retirada forte de recursos do Brasil. O investidor, neste caso, opera tanto de olho no exterior, quanto diante da própria valorização dos ativos locais, que mantém a possibilidade de realização de lucros no foco.

O ambiente brasileiro funciona como a pílula adicional de incerteza que dificulta o mercado voltar às máximas históricas. No Brasil, o investidor ainda tem dificuldades de ver viabilidade na reforma da Previdência, a despeito dos esforços da equipe econômica do presidente Michel Temer de manter vivo o projeto.

Entre as baixas do dia, Eletrobras ON (-4,89%), Eletrobras PNB (-7,45%) e BRF (-4,60%) lideravam as perdas. Na ponta positiva, Ecorodovias (+2,69%) recuperava ganhos depois de oscilar em baixa, enquanto avançavam Vale ON (+0,43%) e Petrobras (+0,18% a PN e +0,46% a ON).

Câmbio

O comportamento do câmbio nesta sexta-feira sinaliza a falta de catalisadores positivos para o mercado brasileiro. Os emergentes, em geral, já não encontram muito motivos para valorização. No exterior, pesam as incertezas sobre a reforma tributária nos EUA que afastam os investidores de ativos de risco. No Brasil, prevalece a cautela em relação ao apoio parlamentar à reforma da Previdência.

Às 13h28, o dólar comercial subia 0,04%, a R$ 3,2616.

O contrato futuro para dezembro, por sua vez, avançava 0,04%, a R$ 3,2616.

A administração Michel Temer se esforça para mostrar que a aprovação da reforma da Previdência ainda é possível. A proposta caminha para uma versão mais enxuta, de modo a melhorar a receptividade entre os políticos. No entanto, o apoio ao governo – principalmente em partidos do “centrão” – parece depender de uma reforma ministerial, o que ainda não está claro como será conduzido. Nessa conjuntura, entra ainda a cisão dentro do PSDB, que alimenta a incerteza sobre os votos da sigla numa eventual votação da reforma.

O novo texto da medida só deve ficar pronto após, pelo menos, o dia 20 de novembro. Fica clara a dificuldade em termos de calendário para o avanço da medida. E o risco de que a reforma fique a cargo só de um novo governo, a partir de 2019, aumenta a preocupação com a disputa eleitoral de 2018.

Juros

Os juros futuros operam próximos da estabilidade nesta sexta-feira. A sessão tem movimentações contidas lá fora e ausência de catalisadores positivos no Brasil. Pesam no exterior as incertezas sobre a reforma tributária americana, afastando os investidores de ativos de risco. No cenário brasileiro, prevalece a cautela em relação ao apoio parlamentar à reforma da Previdência.

Divulgado nesta sexta-feira, o Índice de Preços ao Consumidor – Amplo (IPCA) tampouco trouxe grandes surpresas. A inflação acelerou para 0,42% em outubro, mas o resultado ficou ligeiramente abaixo de 0,48% estimado por especialistas ouvidos pelo Valor Data

Por volta das 13h30, DI janeiro/2019 caía a 7,260% (7,280% no ajuste anterior) e o DI janeiro/2020 era negociado a 8,490% (8,490% no ajuste anterior). O DI janeiro/2021 operava a 9,280% (9,270% no ajuste anterior).

Fonte Oficial: http://www.valor.com.br/financas/5189603/ibovespa-opera-em-baixa-com-eua-e-politica-dolar-e-cotado-r-326.

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