Jornal do Comércio >> Festival em Porto Alegre confronta cervejas feitas por mulheres e homens

Existe diferença entre a cerveja elaborada por mulheres e aquelas feitas por homens? “As pessoas acham que as cervejeiras fazem uma bebida mais leve, mas não, é intensa e marcante, como as mulheres”, diz Wainer Bechelli, da Matinê Cervejeira, que organiza o Festival da Cerveja POA. E a chance para apreciadores da bebida confrontarem e tirarem suas próprias conclusões termina neste fim de semana, reta final do festival, que terá uma atividade aberta ao público, no Shopping Total, durante todo o dia, com 50 cervejarias de todo o País e show das bandas Ultramen e da Cachorro Grande. A expectativa é de mais de 10 mil a cada dia.

Duas bebidas estão levando a assinatura de juízes estrangeiros que vieram a Porto Alegre para avaliar as melhores cervejas de diversas regiões e até do Mercosul. A double Ipa foi feita por Melissa Cole e Laura Brat, que estão no congresso, a a cepa masculina, com Imperial Stout, é assinada por Estevão Chittó e John Palmer, também atrações no cardápio de especialistas que compõe o festival.  

Também faz parte da iniciativa a Copa da Cerveja POA, cujos vencedores foram revelados na noite desta sexta-feira (17), em evento no Nós Coworking, no Total. Além dos nomes que produziram as cervejas que podem ser provadas e compradas, Steve Piatz, Fergal Murray (Guiness) e nomes nacionais como Fernanda Meybom, Rodrigo Ferraro, José Raymundo Padilha, Leo Gil, Marcos Kalsing e Luiza Tolosi estão na programação.

Belecchi destaca que a Capital cria oportunidades para desenvolver o setor. Foto: Patrícia Comunello/JC 

Mercado emergente no País, a cerveja artesanal tem no Estado um dos seus maiores produtores. Segundo o Ministério da Agricultura e Abastecimento (Mapa), são 119 microcervejarias. Porto Alegre tem 80. Mais de 30 delas estão produzindo e enviando produtos para vários países. “A gente tem aqui história, muitas grandes cervejarias nasceram aqui”, destaca Belecchi. 

Na Capital, a regulamentação que prevê que a microcervejaria possa operar como bar deve dar mais impulso para o setor, aposta o diretor da Matinê. Mais incentivos e regras específicas devem melhorar as produções. “As pessoas buscam hoje mais a qualidade que a quantidade”, observa. Mesmo a concorrência das grandes empresas, que também entraram na briga pelo mercado, Belecchi acha que vai ajudar as menores. “Tem espaço para todo mundo. O mercado de marcas tradicionais está se adaptando e reconhecendo a qualidade das artesanais.” 

Fonte Oficial: http://jcrs.uol.com.br/_conteudo/2017/11/economia/596954-festival-em-porto-alegre-confronta-cervejas-feitas-por-mulheres-e-homens.html.

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