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Notícia da edição impressa de 22/11/2017.
Alterada em 21/11 às 21h09min

Maioria dos gaúchos usará o 13º para fazer compras

Roupas, calçados e brinquedos serão os itens preferidos neste Natal

/JONATHAN HECKLER/ARQUIVO/JC

Uma parcela significativa de gaúchos pretende utilizar os recursos do 13º salário para a compra de presentes (41,9%). A Pesquisa de Final de Ano 2017 da Fecomércio-RS, divulgada ontem, mostra que, pela primeira vez, desde 2012, a compra de presentes deverá ser o destino mais comum do 13º dos gaúchos.

Neste ano, a quitação de dívidas e a formação de poupança surgem como segunda e terceira opções dos gaúchos. A Fecomércio-RS acredita que as vendas deste ano deverão crescer 7% em relação ao Natal do ano passado. O levantamento ouviu 385 consumidores no período de 30 de outubro a 6 de novembro nas cidades de Porto Alegre, Santa Maria, Pelotas, Caxias do Sul e Ijuí

Cada gaúcho deve desembolsar, em média, R$ 505,80 com os presentes de Natal, sendo que os homens lideram na previsão média de gastos, com R$ 534,65, contra R$ 486,11 pelas mulheres. A pesquisa sinaliza que cada pessoa vai adquirir, em média, 4,3 unidades de presentes, com custo unitário médio de R$ 117,39.

Na percepção dos consumidores, os gastos no Natal 2017 serão inferiores ao do Natal do ano passado. Conforme os dados apurados, 43,3% dos entrevistados afirmaram que irão gastar menos ou muito menos do que em 2016, enquanto 22,8% pretendem desembolsar mais ou muito mais. O percentual que planeja direcionar o mesmo valor de 2016 foi de 33,9%. No entanto, quando comparado com o valor médio gasto apurado na pesquisa do ano passado, verifica-se um aumento nominal de 7,6%, o que, em termos reais, deve representar um aumento em torno de 5%.

Os tipos de presentes mais comuns neste ano serão artigos de vestuário (75,3%), brinquedos (45,7%) e calçados (18,7%). Vestuário foi citado como primeira opção por consumidores de todas as classes de renda. Os locais de compras preferidos, mais uma vez, serão as lojas do centro da cidade (73,5%), seguido por shopping centers (18,2%) e lojas de bairro (11,7%). A internet foi citada por apenas 3,6% dos entrevistados.

A modalidade de pagamento à vista, mais uma vez, será a preferida nas compras de Natal, citada por 73,0% dos gaúchos ouvidos. Entre os 27,0% que afirmaram a intenção de utilizar o prazo, 45,2% pretendem pagar os presentes entre quatro a seis parcelas, mostrando um alongamento nos pagamentos na comparação com o ano anterior.

Vendas realizadas por consórcio somam mais de R$ 73 bilhões no ano

Segmentos de carros leves e motocicletas foram os mais procurados

Segmentos de carros leves e motocicletas foram os mais procurados

/ANA PAULA APRATO/ARQUIVO/JC

As vendas de bens e serviços por meio de consórcios foram recorde em setembro, com o escoamento de 230 mil cotas. O resultado ficou 9% acima do registrado no mesmo mês do ano passado e bem superior à média mensal (194,4 mil) deste ano. No acumulado até setembro, foram negociados 1,75 milhão de unidades, 9,4% mais do que no mesmo período do ano passado. Na mesma base de comparação, o volume de crédito comercializado cresceu 29,3%, atingindo R$ 73,57 bilhões. Os dados são da Associação Brasileira de Administradoras de Consórcios (Abac).

O balanço da entidade indica que todos os segmentos bateram recorde, especialmente veículos leves (108 mil cotas), motocicletas (78 mil), veículos pesados (6,25 mil), imóveis (31,5 mil), serviços (3,75 mil) e eletroeletrônicos (2,5 mil).

De janeiro a setembro, o setor de serviços foi o que mais avançou, com alta de 93,5%, seguido pelos eletroeletrônicos e outros bens móveis duráveis, com 44,7%; imóveis, com 27,3%; veículos pesados, com 15,4%; e veículos leves, com 14,7%. O setor de motocicletas, apesar de ter batido recorde em setembro, ainda está 3,9% abaixo do acumulado nos nove primeiros meses de 2016.

Com base no desempenho de setembro, o presidente da Abac, Paulo Roberto Rossi, prevê que o sistema de consórcio fechará o ano em alta e seguirá crescendo em 2018. Em nota, ele afirmou que o setor constatou, em pesquisa, grande interesse dos consumidores de buscar a modalidade como opção de investimento pessoal, familiar ou empresarial. Para Rossi, isso mostra um “comportamento consciente do consumidor quanto ao conhecimento e à adoção dos conceitos da educação financeira, ao praticá-los na gestão de suas finanças”.

Apesar desse salto, o número de consorciados contemplados diminuiu 5,6% de janeiro a setembro, somando 912,6 mil ante 967 mil no mesmo período do ano passado. Em valores, foi registrada estabilidade, ficando em R$ 29 bilhões. O número de participantes ativos alcançou 6,87 milhões em setembro, 1,9% abaixo do mesmo mês no ano passado (7 milhões).

 

Demanda por crédito sobe 5,3% em outubro ante setembro, diz Serasa

A procura por crédito por parte de consumidores no País cresceu 5,3% em outubro em relação a setembro, conforme a Serasa Experian. No confronto com o 10º mês de 2016, o crescimento foi de 5,4%. Já no acumulado do ano até outubro, a alta foi de 4,6%.

O resultado interanual (5,4%) foi o sexto aumento consecutivo. Segundo os economistas da Serasa, o movimento mostra a volta dos consumidores ao mercado de crédito sob influências da redução da inflação, queda do juro básico, início de um processo de recuperação gradual do emprego formal e aumento da confiança.

Ainda na comparação com outubro de 2016, houve expansão em todas as faixas de renda. Para os consumidores que recebem até R$ 500,00 por mês o aumento na demanda por crédito foi de 20,2%. Para os que ganham entre R$ 500,00 e R$ 1 mil, a alta foi de 1,9%.

Em relação a consumidores que recebem entre R$ 1 mil e R$ 2 mil, o crescimento foi de 1,4%. Para aqueles que ganham de R$ 2 mil a R$ 5 mil mensais, o avanço foi de 12,8%, e, para os que recebem entre R$ 5 mil e R$ 10 mil, o incremento foi de 23,7%.

Já a faixa que compreende renda mensal superior a R$ 10 mil, a demanda por crédito cresceu 22,1% em outubro na comparação com igual mês de 2016.

 

Financiamentos de veículos crescem 19,9% em outubro

O número de veículos novos que foram comprados por meio de financiamento no Brasil cresceu 19,9% em outubro ante igual mês do ano passado, para 159,7 mil unidades, em soma que considera automóveis, comerciais leves, caminhões, ônibus e motos. Se o volume é comparado com setembro, a alta é mais tímida, de 5,2%. Os resultados são da B3, que compila dados de todas as instituições financeiras que oferecem crédito para a compra de veículos no País.

Com as unidades financiadas no mês passado, o ano acumula o financiamento de 1,474 milhão de veículos novos. O número representa crescimento de 2,1% em relação a igual período de 2016.

Se somar o mercado de veículos usados ao de novos, os financiamentos apresentam alta de 20,3% em outubro ante igual mês do ano passado, para 450,2 mil unidades. Em relação a setembro, o aumento é de 7,7%. “Os resultados continuam mostrando sinais de recuperação do setor”, disse Marcus Lavorato, superintendente de Relações Institucionais da B3.

Das modalidades de financiamento, o Crédito Direto ao Consumidor (CDC) foi o que mais cresceu em outubro ante outubro do ano passado, a um ritmo de 25%, e representou, no mês passado, 85,1% do total de financiamentos.


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Fonte Oficial: http://jcrs.uol.com.br/_conteudo/2017/11/economia/597512-maioria-dos-gauchos-usara-o-13-para-fazer-compras.html.

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