Com Sauípe, Rio Quente dobra de tamanho – Valor

SÃO PAULO  –  O Grupo Rio Quente, dono do complexo de lazer com parques aquáticos e hotéis em Goiás e controlado pelo Grupo Algar, comprou da Caixa de Previdência dos Funcionários do Banco do Brasil (Previ) o controle do complexo hoteleiro Costa do Sauípe, que integra cinco hotéis e cinco pousadas com 1,5 mil quartos em Mata de São João, no litoral norte da Bahia, por R$ 140,5 milhões, com recursos próprios.

A operação, que depende do aval do Cade, deve ser finalizada no primeiro trimestre de 2018. “Após aprovada a aquisição, assumimos imediatamente”, disse o presidente do Grupo Rio Quente, Francisco Costa Neto.  Para realizar novos investimentos no empreendimento, o plano é acessar recursos de bancos de fomento, como o BNDES e o Fundo de Financiamento do Centro-Oeste (FCO).

Com a compra, o Grupo Rio Quente dobra de tamanho. Para 2018, o grupo prevê faturar R$ 675 milhões, sendo R$ 240 milhões provenientes da operação de Sauípe. “Vamos ganhar escala e explorar oportunidades de demanda no Brasil e no exterior, com o turismo internacional. O setor de resorts tem crescido e se desenvolvido no país”, afirmou Neto.

Planejado pela Odebrecht, em 1993, Sauípe recebeu investimento da Previ em 1997 e foi inaugurado em 2000. Até 2008, a gestão dos hotéis era terceirizada para redes hoteleiras como a Sofitel e a Marriott. A partir de 2009, a Sauípe S.A. assumiu a administração hoteleira da operação.

Segundo o balanço do Sauípe, nos nove primeiros meses deste ano a receita operacional líquida atingiu R$ 149,7 milhões, alta de 1,6% sobre um ano antes. A taxa de  ocupação caiu 9,4 pontos percentuais, mas a diária média subiu 12,9%, com o foco em vendas de maior valor agregado, como as feitas para o mercado corporativo.

O complexo hoteleiro teve prejuízo líquido de R$ 22,2 milhões, perda 8,3% menor que nos três primeiros trimestres de 2016. Como reflexo de anos seguidos de prejuízos, em 30 de setembro de 2017, Sauípe tinha capital circulante líquido negativo de R$ 26,7 milhões. Na mesma data, o complexo devia R$ 9,6 milhões, dos quais R$ 7,6 milhões são dívidas com o BB.

Já o Grupo Rio Quente, criado a partir de uma pousada em 1964, reúne três parques aquáticos e oito hotéis, com 1,2 mil apartamentos, e tem apurado sucessivos lucros nos últimos anos.

Em 2016, a receita do Rio Quente cresceu 10% ante 2015, para R$ 270 milhões. O lucro líquido quase dobrou, para R$ 50 milhões, alimentado por uma taxa de ocupação que avançou de 68% para 72%.

O plano do Rio Quente para o período de 2015 a 2020 contemplava — antes da aquisição de Sauípe — investimentos de R$ 640 milhões em novos hotéis, nos parques e novos negócios. “Esse plano vai ser ampliado”, disse Neto.

Fonte Oficial: Valor.

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