BTG responde questionamento da CVM sobre Leader e nega irregularidades – Valor

SÃO PAULO  –  O BTG respondeu questionamento da Comissão de Valores Mobiliários (CVM) sobre a venda da Leader em 2016. Conforme o Valor publicou no dia 17, o banco está sendo processado por uma empresária de Goiás, acusado de irregularidades na venda da varejista.

Segundo a empresária Ester Panarello, um dos sócios do BTG, Carlos Fonseca, lhe disse em abril de 2016 que a Leader estava sendo vendida por R$ 1 para a Legion Holdings, do advogado Fábio Carvalho, a quem ele chama de “um chapa nosso”. Em diálogo gravado por ela, Fonseca diz que o BTG comprou a maior parte da dívida da Leader com os grandes bancos e a ideia era converter esses créditos em capital, reduzindo a dívida e diluindo os acionistas. Além disso, existiria “um contrato entre o Fábio e a gente que no dia que vender essa empresa, ele vai receber uma comissão por fazer esse trabalho e o resultado, o lucro, volta para a gente”.

Na resposta à CVM, o BTG afirma que atualmente não possui participação acionária ou é credor da Leader e que, no contrato de venda da varejista, existiam certas condições precedentes.

“No âmbito da operação e para viabilizar um plano de equalização de seu endividamento líquido para permitir o próprio ingresso de um novo investidor, houve a absorção de passivos da Leader por parte da subsidiária da PPLA, cujo recebimento de créditos se dará por meio da geração de caixa oriunda da Leader, incluindo os créditos decorrentes de sua eventual alienação pelos atuais controladores”, diz o BTG, alegando que tudo isso consta nas demonstrações financeiras da sua subsidiária PPLA e em suas notas explicativas.

Assim, segundo o BTG, todo e qualquer valor que venha a ser pago advirá exclusivamente de tal relação de crédito e somente será pago à PPLA na qualidade de credora da Leader, não havendo qualquer pagamento relacionado à venda da participação acionária por parte da PPLA. “É importante ressaltar que nem a PPLA, tampouco o BTG, possuem quaisquer direitos políticos com relação às ações da Leader, agora detidas e cujos poderes são exercidos de forma independente pela Legion Holdings”.

O BTG ressalta ainda que, desde a referida transação, a PPLA já fez provisões contábeis “expressivas” nas referidas linhas de crédito, conforme suas demonstrações financeiras trimestrais. Em relação ao processo aberto pela empresária Ester Panarello, o BTG diz que não foi notificado de qualquer processo judicial envolvendo a questão e desde já afirma que desconhece e refuta qualquer acordo de ressarcimento do capital investido originalmente sob a forma de equity na Leader.

Fonte Oficial: Valor.

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