Dívida mobiliária federal sobe para R$ 3,438 trilhões em outubro – Valor

BRASÍLIA  –  (Atualizada às 10h33) A Dívida Pública Federal (DPF) subiu 0,22% em termos nominais na passagem de setembro para outubro, somando R$ 3,438 trilhões. Pelas metas estabelecidas no Plano Anual de Financiamento (PAF), a DPF deve oscilar entre R$ 3,45 trilhões e R$ 3,65 trilhões.

Conforme a nota divulgada pelo Tesouro Nacional, a Dívida Pública Mobiliária Federal Interna (DPMFi) registrou queda de 0,02% no antepenúltimo mês de 2017, para R$ 3,311 trilhões, enquanto a Dívida Federal Externa subiu 6,88% ante setembro, somando R$ 127,07 bilhões (US$ 38,78 bilhões).

Em outubro, as emissões da Dívida Pública Federal corresponderam a R$ 66,59 bilhões, enquanto os resgates somaram R$ 89,92 bilhões, o que resultou em resgate líquido de R$ 23,33 bilhões. Desse total líquido, R$ 25,61 bilhões referem-se ao resgate líquido da DPMFi e R$ 2,28 bilhões de emissão líquida de dívida federal externa.

O percentual vincendo da dívida interna em 12 meses ficou em 17,37%, contra 17,57% em setembro. O prazo médio da dívida interna fechou outubro em 4,26 anos, ante 4,24 anos em setembro.

Considerando a metodologia “Average Term to Maturity”, que permite melhor comparabilidade do Brasil com outros países, a vida média da dívida pública federal passou de 6,04 anos em setembro para 6,09 anos no mês passado.

Participação na dívida

A participação de investidores estrangeiros na DPMFi subiu em termos percentuais de 12,57% em setembro para 12,78% um mês depois. Em valor absoluto, a fatia saiu de R$ 416,33 bilhões para R$ 423,23 bilhões.

As instituições de Previdência fecharam outubro com 25,37%, ante 25,2% um mês antes. Os fundos de investimento amapliara a participação para 25,96%, em relação aos 25,05% em setembro. As instituições financeiras encerraram o mês respondendo por 21,5% da DPMFi, contra 22,26% do nono mês de 2017. O governo respondeu por 4,69%, abaixo dos 4,82% em setembro. As seguradoras reduziram sua parcela de 4,65% em setembro para 4,03% no mês seguinte.

Composição da dívida

A participação de papéis pós-fixados na dívida interna subiu de 32,18% em setembro para 32,81% em outubro. Pelas metas do Plano Anual de Financiamento (PAF), o volume de pós-fixados deve oscilar entre 29% e 33% neste ano, mas a métrica é a dívida total. Considerando, então, a Dívida Pública Federal (DPF), a participação desses papéis subiu de 31,07% em setembro para 31,60% no mês passado.

A fatia de papéis prefixados passou de 36,62% da DPMFi em setembro para 35,63% em outubro. Os títulos indexados a índices de preços, por sua vez, terminaram outubro em 31,12% da dívida interna, ante 30,76%. Os ativos corrigidos pelo câmbio mantiveram-se em 0,44% na passagem de setembro para outubro.

O PAF de 2017 prevê que os títulos prefixados devem variar entre 32% e 36% da DPF. Já os papéis atrelados a índices de preços devem ficar entre 29% e 33%, e para os títulos atrelados à taxa de câmbio a banda é 3% a 7%.

Em outubro, os papéis prefixados representaram 34,62% da DPF, enquanto os papéis ligados a índices preços equivaleram a 29,97%, e aqueles atrelados a taxa de câmbio, 3,81%, da DPF.

Fonte Oficial: Valor.

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