Petróleo opera em queda, antes de reunião da Opep – Jornal do Comércio

O petróleo opera em baixa na manhã desta segunda-feira, em semana marcada pela expectativa com a reunião da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep). O cartel e alguns países de fora dele, como a Rússia, devem decidir se estendem a duração de um acordo para cortar a oferta.

Às 9h52min (de Brasília), o petróleo WTI para janeiro caía 0,83%, a US$ 58,46 o barril, na New York Mercantile Exchange (Nymex), e o Brent para janeiro tinha queda de 0,39%, a US$ 63,61 o barril, na ICE.

A Opep e outros produtores se reúnem na quinta-feira para discutir se ampliam os cortes na oferta para além da data prevista, de março de 2018. A posição da Rússia é considerada crucial no caso. Os países envolvidos têm cortado a produção desde janeiro, em um esforço para retirar o excesso de barris do mercado.

“A única incerteza é a forma de cooperação entre a Opep e a Rússia”, afirmou Harry Tchilinguirian, diretor de estratégia em mercados de commodities do BNP Paribas.

A Arábia Saudita apoia a extensão do acordo. Já a Rússia tem mostrado divergências sobre a duração e sugeriu em alguns momentos a possibilidade de retardar a decisão até o próximo ano, quando haverá uma melhor avaliação dos fundamentos do mercado, disse Tchilinguirian.

Na semana passada, a Reuters informou que o ministro da Economia russo, Maxim Oreshkin, disse que o crescimento econômico do país deve ser prejudicado pelo acordo para cortar a produção.

Os preços do petróleo dispararam para as máximas em mais de dois anos nos últimos meses, em grande medida por causa da maior tensão geopolítica em países importantes, entre eles o Iraque e a Arábia Saudita, bem como pela expectativa de extensão nos cortes da produção.

Tchilinguirian disse que, conforme o preço do petróleo avança, o rublo russo se fortalece, o que diminui a receita externa da Rússia em moeda local, enquanto há um investimento menor em um grande segmento da economia.

A Rússia concordou em reduzir a produção em 300 mil barris por dia, no âmbito do acordo da Opep. “Nada além de uma extensão do acordo seria uma grande surpresa e geraria uma forte queda no preço”, afirmou o Commerzbank em nota.

Os investidores continuam a monitorar os problemas no oleoduto Keystone, que leva petróleo do Canadá aos EUA, após um vazamento neste mês. Espera-se que a redução no fluxo possa provocar mais quedas nos estoques dos EUA nesta semana.

Fonte Oficial: Jornal do Comércio.

Os textos, informações e opiniões publicados neste espaço são de total responsabilidade do(a) autor(a). Logo, não correspondem, necessariamente, ao ponto de vista do World Câmbio.

Comentários

você pode gostar também

Quer fazer parte de nosso grupo?

Inscreva-se em nossa newsletter!