Dívida bruta do setor público bate recorde ao alcançar 74,4% do PIB – Valor

BRASÍLIA  –  A dívida bruta do setor público não financeiro brasileiro avançou de R$ 4,789 trilhões em setembro para R$ 4,837 trilhões em outubro, como mostra pesquisa do Banco Central (BC). Em relação ao Produto Interno Bruto (PIB), a dívida passou de 73,9% para 74,4%, novo recorde na série iniciada em 2006 e dentro do esperado pela autoridade monetária. Para o ano de 2017 completo, a projeção é de a dívida bruta corresponda a 77,5% do PIB.

Entre os fatores condicionantes, merecem destaque as emissões de dívida e pagamento de juros, que contribuíram com 0,7 ponto percentual. Já o desempenho positivo do PIB tirou 0,2 ponto percentual da dívida/PIB.

Em outubro, as operações compromissadas da autoridade monetária para regular a liquidez do sistema financeiro contribuíram para a elevação da dívida, já que foram colocados títulos no mercado. Como proporção do PIB, o saldo dessas operações saiu de 17,7% para 18,1%. Em valores nominais, o total passou de R$ 1,148 trilhão para R$ 1,178 trilhão.

Também em outubro o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) fez o pagamento antecipado de R$ 17 bilhões ao Tesouro, o que ajuda a reduzir o endividamento bruto; em setembro, já tinham sido antecipados R$ 33 bilhões. Em 2016, a antecipação foi de R$ 100 bilhões.

Quanto à dívida líquida do setor público, o total ficou praticamente estável na passagem de setembro para outubro, em R$ 3,298 trilhões. Em relação ao Produto Interno Bruto (PIB), foi de 50,9% para 50,7%. A previsão do BC era de 51,1%. A dívida fechou 2016 em 46,2% do PIB. Para o ano, o BC estima dívida líquida de 52,7% do PIB.

O dado leva em conta União, Estados, municípios e empresas estatais, com exceção daquelas dos grupos Petrobras e Eletrobras. Os bancos estatais também não entram na conta da dívida pública líquida, pois as estatísticas referem-se ao setor público não financeiro.

 

Fonte Oficial: Valor.

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