Petróleo fecha em baixa, de olho nos sinais sobre acordo de corte da oferta – Jornal do Comércio

O petróleo fechou em baixa nesta quarta-feira (29), com investidores atentos aos sinais sobre o futuro do acordo para cortar a oferta da commodity. Declarações de algumas autoridades que sugerem haver dúvidas sobre o período em que a iniciativa deve ser estendida pressionaram os contratos.

O petróleo WTI para janeiro fechou em baixa de US$ 0,69 (0,98%), a US$ 57,30 o barril, na New York Mercantile Exchange (Nymex), e o Brent para fevereiro recuou US$ 0,71 (1,12%), a US$ 62,53 o barril, na ICE.

O ministro da Energia da Rússia, Alexander Novak, afirmou que apoia uma extensão no acordo liderado pela Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) para reduzir a oferta, mas não quis dizer se isso pode ocorrer por mais seis ou nove meses. Como os investidores em geral desejam uma extensão por nove meses, do prazo atual de março para dezembro de 2018, as dúvidas ampliaram a cautela.

Ministro do Petróleo do Kuwait, Issam Abdulmohsen Almarzoo confirmou que os envolvidos no acordo consideram uma extensão de seis ou nove meses. Outra questão é que a iniciativa pode ser reavaliada a cada três meses, o que amplia as dúvidas.

Uma decisão sobre o tema é esperada para esta quinta-feira, na reunião da Opep em Viena. O acordo liderado pelo cartel e que também inclui nações de fora do grupo, como a própria Rússia, tem colaborado para apoiar os preços, mas seus efeitos são contrabalançados pela crescente produção de xisto nos Estados Unidos.

Também nesta quarta-feira, foi informado pelo Departamento de Energia (DoE, na sigla em inglês) que os estoques de petróleo nos EUA caíram 3,429 milhões de barris na última semana, mais que a queda de 1,9 milhão de barris prevista pelos analistas ouvidos pelo Wall Street Journal. Já os estoques de gasolina avançaram 3,627 milhões de barris, acima da previsão de 600 mil barris, e os de destilados tiveram alta de 2,747 milhões de barris, quando a projeção era de estabilidade. A produção diária de petróleo americana avançou de 9,658 milhões de barris para 9,682 milhões de barris.

Logo após os números do DoE, os contratos chegaram a oscilar, mas mantiveram-se em território negativo.

Fonte Oficial: Jornal do Comércio.

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