Reforma pode ter elevado desemprego na RMPA, dizem analistas – Jornal do Comércio

O desemprego disparou em outubro na Região Metropolitana de Porto Alegre (RMPA), contrariando tendência dos últimos meses de queda e certa estabilidade, além da expectativa de maior oferta de vagas no segundo semestre e fim de ano. A Pesquisa de Emprego e Desemprego (PED) apontou taxa de 12% no mês passado, 1,7 ponto percentual acima da anterior, que havia ficado em 10,3%. Analistas da pesquisa cogitam que o reaquecimento da taxa pode ter relação com a reforma trabalhista. É o maior desemprego para outubro desde 2007, quando o indicador foi de 12,4%, e a maior taxa em 2017.

A supervisora da PED pela Fundação de Economia e Estatística (FEE), Iracema Castelo Branco, avalia que as dispensas de mão de obra verificadas no levantamento podem ser efeito da migração de formas de contratação, para adoção de modalidades como contrato intermitente e autônomo, dentro do fenômeno da pejotização. Também pode ser efeito da terceirização, possível agora na atividade fim das empresas. As novas regras trabalhistas entraram em vigor em 11 de novembro.    

Os números divulgados, na manhã desta quarta-feira (29) na sede da FEE, assinalaram que a RMPA alcançou volume de 222 mil desempregados, ante 193 mil de setembro. OU seja, são 29 mil trabalhadores a mais no mercado em busca de trabalho. O acréscimo foi de 15% frente ao mês anterior e de 6,2% em relação a outubro de 2016. Há 12 meses, a taxa estava em 10,8%.

Na ocupação, o saldo foi de 46 mil pessoas que perderam colocação em relação a setembro. Em 12 meses, são 96 mil pessoas que ficaram sem trabalho. A região soma 1,632 milhão de pessoas. A População Economicamente Ativa (PEA) ficou em 1,854 milhão de pessoas, 17 mil a menos que em setembro. A queda indica menor contingente brigando por vaga, o que pode ter evitado desemprego ainda maior.

Serviços lideram cortes de vagas

O setor que mais cortou postos em outubro foi o de serviços, que teve saldo de 26 mil desempregados no mês frente a setembro. Depois veio a indústria de transformação, com 16 mil desempregados a mais. Comércio registrou 7 mil desocupados. Apenas construção civil teve saldo positivo de 7 mil colocados.       

Fonte Oficial: Jornal do Comércio.

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