Bolsa cai 1,94% com incertezas em torno da Previdência – Jornal do Comércio

O aumento das incertezas em relação à reforma da Previdência deu o tom dos negócios no mercado brasileiro de ações ontem, o que levou o Índice Bovespa a uma queda de 1,94%, aos 72.700 pontos, na menor pontuação do dia.

Declarações do ministro da Casa Civil, Eliseu Padilha, enfraqueceram mais a confiança na aprovação da reforma na Câmara neste ano, favorecendo a migração para ativos mais conservadores. Padilha disse que a atual versão da reforma da Previdência está “no osso”, sem espaço para novas concessões, e que o governo não irá forçar nenhum partido da base governista a fechar questão em favor da reforma.

No cenário externo, o petróleo chegou a subir mais cedo, mas perdeu fôlego com informações sobre o encontro de ministros de Energia em Viena a respeito de uma possível extensão no acordo de corte na produção pela Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep). O ministro do Kuwait afirmou que o período da extensão no pacto ainda está sendo decidido, indicando que mais seis meses na redução da oferta de petróleo ainda estão sobre a mesa. Nesse contexto, as ações da Petrobras fecharam com perdas de 2,27% (ON) e 3,22% (PN).

Outro fator externo monitorado de perto foi a tramitação da reforma tributária nos Estados Unidos, aprovada na terça-feira no Comitê de Orçamento do Senado. A expectativa era de que o plenário do Senado iniciasse ainda ontem as discussões para votação da matéria. Mais cedo, a segunda leitura do Produto Interno Bruto (PIB) dos Estados Unidos mostrou alta de 3,3% no terceiro trimestre, a mais forte em três anos.

Os papéis do setor financeiro estiveram entre as ações de maior queda no pregão. Responsáveis por mais de 25% da composição do Ibovespa, eles foram determinantes para o viés negativo do índice. Segundo operadores, as quedas mais fortes estão relacionadas ao maior risco político, mas também à maior liquidez desses papéis. Banco do Brasil ON terminou o dia com queda de 4,53%, enquanto Itaú Unibanco PN recuou 2,06%.

Fonte Oficial: Jornal do Comércio.

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