Dólar avança ante iene, apoiado por PIB dos EUA e reforma tributária – Jornal do Comércio

O forte crescimento dos Estados Unidos e o otimismo em torno da reforma tributária no país fizeram com que o dólar apresentasse ganhos em relação ao iene e a moedas de países emergentes e exportadores de commodities. O euro, no entanto, subiu ante a divisa americana, ao ser favorecido pela economia da zona do euro.

No fim da tarde em Nova Iorque, o dólar subia para 111,87 ienes e o euro avançava para US$ 1,1855.

A economia dos EUA cresceu à taxa anualizada de 3,3% no terceiro trimestre, de acordo com a segunda leitura do Produto Interno Bruto (PIB) do país pelo Departamento do Comércio. O resultado ficou acima do nível máximo sustentável de 3%, de acordo com o estimado pelo Escritório do Orçamento do Congresso (CBO, na sigla em inglês). Analistas consultados pelo Wall Street Journal também esperavam crescimento de 3,3%.

O dólar também foi apoiado pelo otimismo em torno da reforma tributária em solo americano. Na terça-feira, o Comitê Orçamentário do Senado deu sinal verde ao plano tributário dos senadores republicanos. O projeto de lei precisa de 50 votos para ser aprovado, e, com 52 senadores, o Partido Republicano pode ter apenas duas deserções. No entanto, diversos congressistas da sigla que tinham dúvidas quanto à proposta passaram a apoiar a medida após um almoço, na última terça-feira, com o presidente americano, Donald Trump.

A alteração nos tributos também foi alvo de comentários no Livro Bege, sumário das condições econômicas dos EUA elaborado pelo Federal Reserve. O documento, que não chegou a alterar o ritmo dos negócios, mostrou que algumas empresas relataram que incertezas quanto à reforma dificultam seus planos para o próximo ano. Além disso, o setor imobiliário teme que os cortes nos impostos piore as perspectivas para esse mercado.

Para o estrategista de câmbio do BNP Paribas, Daniel Katzive, o projeto de lei poderia impulsionar o crescimento em cerca de 0,5%. Como o desemprego no menor nível em 17 anos, uma expansão mais rápida poderia aumentar a pressão para salários mais elevados e levar o Federal Reserve (Fed, o banco central americano) a elevar os juros a um ritmo mais rápido, apontou.

Fonte Oficial: Jornal do Comércio.

Os textos, informações e opiniões publicados neste espaço são de total responsabilidade do(a) autor(a). Logo, não correspondem, necessariamente, ao ponto de vista do World Câmbio.

Comentários

você pode gostar também

Quer fazer parte de nosso grupo?

Inscreva-se em nossa newsletter!