Petróleo opera em alta, à espera do resultado da reunião de Opep – Jornal do Comércio

O petróleo opera com sinal positivo na manhã desta quinta-feira, após recuar mais cedo nesta semana em meio às incertezas sobre a reunião de produtores da commodity para discutir os níveis de produção. Agora, há expectativa pelo resultado da reunião que ocorre hoje em Viena.

Às 7h49min (de Brasília), o petróleo WTI para janeiro subia 0,10%, a US$ 57,36 o barril, na New York Mercantile Exchange (Nymex), e o Brent para fevereiro avançava 0,24%, a US$ 62,68 o barril, na ICE.

A Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) e outros importantes países produtores, entre eles a Rússia, se reúnem hoje em Viena para discutir se o acordo para conter a produção será estendido e por quanto tempo. No momento, a iniciativa vale até março.

A Arábia Saudita pressiona por uma extensão por nove meses, mas a Rússia, principal produtor de petróleo do mundo, quer mais flexibilidade e períodos mais breves para o acordo. “A Rússia enfrenta algumas considerações a mais que a maioria dos países da Opep, e em particular as companhias russas avaliam o cronograma”, afirmou Richard Mallinson, analista da consultoria Energy Aspects.

As empresas russas retardaram projetos que começariam no início deste ano por causa dos cortes e uma extensão por mais nove meses poderia gerar custos e mais atrasos, aponta Mallinson. Ainda assim, a Energy Aspects avalia que uma extensão por nove meses é o resultado mais provável.

Analistas dizem não antecipar uma grande reação dos preços, já que a extensão foi prevista pelo mercado.

Economista-chefe do banco norueguês DNB Group, Torbjorn Kjus afirmou que há mais risco de baixa que de alta no preço por causa da reunião. Segundo ele, todos já apostaram que haverá a extensão por nove meses. Kjus acrescenta que o foco agora deve ser em qual pode ser a estratégia de saída do cartel, depois do acordo.

O ministro do Petróleo iraquiano afirmou há pouco que o acordo deve ser estendido por nove meses, até o fim de 2018. Ainda segundo ele, a intenção é incluir a Nigéria e a Líbia no acordo. O ministro saudita do Petróleo, por sua vez, disse que é prematuro falar em uma estratégia de saída, mas garantiu que uma futura saída da iniciativa ocorrerá de maneira gradual.

Fonte Oficial: Jornal do Comércio.

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