Reforma tributária nos EUA garante fechamento positivo das Bolsas da Europa – Jornal do Comércio

Os mercados acionários europeus reagiram positivamente à aprovação do projeto de reforma tributária elaborado pelos senadores republicanos no Senado dos Estados Unidos na madrugada de sexta-feira para sábado. Com isso, as praças fecharam no positivo nesta segunda-feira (4) enquanto os investidores também avaliam o processo de saída do Reino Unido da União Europeia. O índice pan-europeu Stoxx-600 fechou em alta de 0,91% (+3,50 pontos), aos 387,47 pontos.

Após terem reagido com forte queda, na última sexta-feira, aos mais recentes desdobramentos sobre a interferência russa na eleição presidencial americana, os negócios em solo europeu voltaram a ver o tom positivo predominar. Na madrugada de sexta-feira para sábado, o Senado norte-americano aprovou, por 51 votos a 49, um projeto de reforma tributária elaborado pelos senadores republicanos.

A passagem da proposta deixa o partido do presidente Donald Trump ainda mais perto de obter uma lei tributária pronta ainda este ano. Agora, deputados e senadores irão levar seus projetos para a mesa de negociações, a fim de reconciliar os dois projetos e chegar a uma medida final, que deve seguir as mesmas recomendações dos anteriores e não ultrapassar o teto de US$ 1,5 trilhão em cursos ao longo de uma década. Trump deseja que a reforma que modifica o sistema de impostos dos EUA esteja em sua mesa até o Natal.

O otimismo em solo europeu também tem como base as negociações do Brexit. Nesta segunda-feira, a primeira-ministra do Reino Unido, Theresa May, se reuniu com o presidente da Comissão Europeia, Jean-Claude Juncker, para resolver o impasse em torno de um dos únicos pontos ainda em aberto, de acordo com fontes, que se refere à fronteira entre Irlanda e Irlanda do Norte.

Os dois afirmaram que um acordo ainda não foi alcançado nesta segunda-feira, enquanto as negociações prosseguem ao longo desta semana. Nesse cenário, a libra se enfraqueceu no fim dos negócios em solo europeu e apoiou o índice FTSE-100, da Bolsa de Londres, que avançou 0,53%, aos 7.338,97 pontos.

No fim de semana, a Grécia e os credores internacionais alcançaram um acordo preliminar sobre as medidas que Atenas deve adotar em troca de novos empréstimos. O plano deve abrir caminho para um desembolso de cerca de 5 bilhões de euros em fundos em janeiro. A expectativa é de que os ministros da zona do euro (Eurogrupo) aprovem as medidas. Também nesta segunda, foi revelado que o ministro de Finanças de Portugal, Mário Centeno, será o próximo presidente do Eurogrupo.

Na agenda de indicadores, o único dado relevante divulgado no dia foi o índice de preços ao produtor (PPI, na sigla em inglês) da zona do euro, que mostrou avanço de 0,4% em outubro ante o mês anterior, enquanto analistas esperavam alta menor, de 0,3%. Na comparação anual, houve subida de 2,5% em outubro.

Na Alemanha, relatos de que os líderes do Partido Social-Democrata (SPD, na sigla em alemão teriam, de forma unânime, iniciado as negociações com a chanceler Angela Merkel para a formação de uma nova coalizão governista deram apoio ao índice DAX, da Bolsa de Frankfurt, que ainda se favoreceu com o euro mais baixo devido à força do dólar. O DAX fechou em alta de 1,53%, aos 13.058,55 pontos.

Em Paris, o índice CAC-40 avançou 1,36%, aos 5.389,29 pontos, enquanto o índice Ibex-35, da Bolsa de Madri, subiu 1,23%, aos 10.208,60 pontos.

Em Lisboa, o índice PSI-20 teve alta de 0,24%, aos 5.363,56 pontos, enquanto o índice FTSE-MIB, da Bolsa de Milão, ganhou 1,16%, aos 22.362,11 pontos. A Fiat Chrysler apresentou alta de 3,26%, após a notícia de que a montadora estaria discutindo uma possível parceria tecnológica com a Hyundai, afirmou o diretor executivo da Fiat, Sergio Marchionne. (Com informações da Dow Jones Newswires)

Fonte Oficial: Jornal do Comércio.

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