Previdência conduz alta de 1,14% do Ibovespa – Jornal do Comércio

O desempenho majoritariamente positivo das bolsas de Nova Iorque e uma melhora na expectativa do investidor quanto à reforma da Previdência no Brasil foram os dois principais motores da alta de 1,14% registrada ontem pelo Índice Bovespa, que fechou aos 73.090 pontos. Por aqui, o incentivo veio de uma percepção de mudança de clima em Brasília sobre a reforma, após as reuniões de domingo do presidente Michel Temer com líderes da base aliada.

O presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), disse que, no último sábado, ele estava pessimista quanto à chance de votação da reforma na semana que vem, mas que passou a ficar “realista” depois da reunião de domingo do presidente Michel Temer com representantes da base aliada. Maia afirmou que, em princípio, haveria 325 votos a favor da Proposta de Emenda Constitucional (PEC) da Previdência, contando com deputados da oposição que são favoráveis à proposta. O deputado Beto Mansur (PRB-SP), um dos vice-líderes do governo na Câmara, disse que o governo montou uma estratégia para tentar começar a votação da reforma no dia 12.

Apesar da alta significativa do Ibovespa, analistas comentaram que o avanço de ontem, em sua essência, foi uma recomposição de posições, depois da queda de mais de 3% em novembro. Isso porque, apesar da sensação de que o governo intensifica esforços para votar a Previdência na próxima semana, a palavra de ordem no mercado de renda variável ainda é cautela.

Na análise por ações, ficaram entre os principais destaques do dia os papéis da Vale, da Bradespar e das siderúrgicas. Elas reagiram à alta de 3,67% do minério de ferro no mercado à vista chinês. Vale ON terminou o dia com ganho de 3,80%, enquanto Gerdau Metalúrgica PN avançou 4,93%, e Gerdau PN ganhou 2,17%. O setor financeiro também mostrou recuperação e foi fundamental para o avanço do Ibovespa, dada a sua forte participação na composição do índice. Santander Brasil (units) subiu 3,69%, seguida por Banco do Brasil ON (2,44%) e Bradesco PN ( 1,72%).

Mais uma vez, as declarações acerca da votação da reforma da Previdência ditaram a trajetória do câmbio no mercado local. Quanto mais os parlamentares se mostravam otimistas com a aprovação da pauta ao longo do dia, mais o dólar recuava. Foi assim durante boa parte do pregão, e a divisa à vista acabou fechando com queda de 0,28%, na casa de R$ 3,2451.

Lá fora, o Dollar Index – indicador que mede a força do dólar perante uma cesta de moedas “fortes” – oscilou durante todo o dia no campo positivo, em decorrência da aprovação da reforma tributária americana no sábado.

O Bradesco está reforçando o foco nos clientes de alta renda. Depois de comprar o HSBC, que injetou mais correntistas nesta área, o banco vai criar uma área para gestão do relacionamento e novos negócios com o público de alta renda em sua diretoria executiva. O responsável será Guilherme Muller Leal, até então diretor executivo do segmento Corporate (grandes empresas). Já o novo gestor do Corporate será Bruno Melo Boetger, anteriormente diretor do departamento de Câmbio.

O presidente do Bradesco, Luiz Carlos Trabuco, destaca, em nota, que o objetivo da mudança é fortalecer o atendimento de um segmento com alta perspectiva de evolução no Brasil. “Não se poderá contar a história do setor bancário brasileiro dos próximos 10 anos sem dar foco e atenção especializada ao segmento de alta renda”, diz ele, acrescentando que “a estabilidade econômica e o crescimento dela decorrente justificam a decisão estratégica que anunciamos”.

Leal, com 18 anos de Bradesco, é formado em economia, com pós-graduação em finanças corporativas pela PUC-RJ e especialização em programas internacionais de executivos, entre os quais em Wharton School. Boetger tem 10 anos de carreira no banco e será alçado agora ao grupo de profissionais que forma a diretoria executiva. Tem formação em Administração na Fundação Getulio Vargas e mestrado em Finanças pela Universidade Cornell.

Além disso, o Bradesco trocou posições dos gestores nas áreas de Varejo e Produtos. Aurélio Guido Pagani, que era o diretor executivo da área do Varejo, passa a ser responsável por Produtos. João Carlos Gomes, antes diretor executivo de Produtos, passa a ser responsável pelo Varejo.

A mudança, conforme o banco, visa a fortalecer experiências no encaminhamento da evolução da carreira dos executivos na instituição. “Nossa meta é formar um grupo de lideranças que tenha capacidades múltiplas no negócio bancário”, explica Trabuco.

Fonte Oficial: Jornal do Comércio.

Os textos, informações e opiniões publicados neste espaço são de total responsabilidade do(a) autor(a). Logo, não correspondem, necessariamente, ao ponto de vista do World Câmbio.

Comentários

você pode gostar também

Quer fazer parte de nosso grupo?

Inscreva-se em nossa newsletter!