Bolsas de Nova Iorque fecham sem direção única, com incertezas políticas no radar – Jornal do Comércio

As bolsas de Nova Iorque fecharam sem sinal único nesta quarta-feira. O quadro político voltou a atrair a atenção dos investidores, enquanto republicanos tentam aparar diferenças entre os projetos de reforma tributária aprovados na Câmara dos Representantes e no Senado. Além disso, o setor de tecnologia se destacou e garantiu o avanço do índice Nasdaq.

O índice Dow Jones fechou em baixa de 0,16%, em 24.140,91 pontos, o Nasdaq avançou 0,21%, a 6.776,38 pontos, e o S&P 500 caiu 0,01%, a 2.629,27 pontos.

Ainda com o pregão aberto, o Senado americano aprovou uma medida que permite o início da discussão sobre a reforma tributária com os deputados. Há, porém, diferenças importantes entre as duas versões, portanto há certa cautela sobre o assunto.

Além disso, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, admitiu que a partir de sábado o governo federal pode sofrer com a paralisação parcial de suas atividades, caso não haja um acordo no Legislativo para elevar o teto de gastos. Trump culpou os democratas pelo impasse, criticando-os por suas propostas para a questão imigratória.

Além disso, Trump anunciou o reconhecimento de Jerusalém como a capital de Israel, o que é uma ruptura no status quo do Oriente Médio. Os países da região e boa parte da comunidade internacional criticaram a medida do presidente americano, com o argumento de que isso dificulta ainda mais um acordo de paz entre israelenses e palestinos.

Entre as ações, o setor de tecnologia avançou após quedas recentes, o que ajudou o Nasdaq. Entre as ações em foco, Adobe subiu 3,6% e Facebook e Google tiveram altas de mais de 1%. Já o setor de energia recuou, diante da baixa acentuada do petróleo, influenciado pela elevação nos estoques de gasolina dos EUA na última semana.

Um papel em destaque foi o do DaVita, que subiu 14% após o UnitedHealth Group anunciar que compraria o grupo médico por US$ 4,9 bilhões em dinheiro.

“Após um grande ano, as pessoas esperam ansiosamente o próximo ano e veem mais desafios na tentativa de se posicionar para isso”, avaliou Yousef Abbasi, estrategista global de mercado da JonesTrading. 

Fonte Oficial: Jornal do Comércio.

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