Mau humor retorna; bolsa cai e dólar reduz queda – Jornal do Comércio

No apagar das luzes do pregão de ontem, o mau humor voltou a imperar no mercado de câmbio. Notícia de bastidor de que o governo não teria o número suficiente de votos para a aprovação da reforma da Previdência na Câmara fez com que o dólar para janeiro reduzisse as perdas acumuladas ao longo da sessão.

Até então, o mercado operava com certo otimismo com a possibilidade de o PMDB fechar questão a favor da pauta. Por isso, o dólar à vista – cujo pregão já estava fechado quando a notícia começou a circular nas mesas de operações – ficou em R$ 3,2358, com queda de 0,29%.

Além do noticiário político, o Banco Central (BC) fez, na sessão desta terça-feira, duas intervenções no mercado. A primeira foi o leilão de 14 mil contratos de swaps cambiais, que totalizaram US$ 700 milhões. Já a segunda entrada foi a realização de dois leilões de linha (venda de dólares com o compromisso de recompra) de até US$ 2 bilhões. O volume contratado pelo mercado só será conhecido no dia 13 deste mês. No caso do leilão A, com recompra em 2 de fevereiro de 2018, a taxa de corte ficou em R$ 3,252916, enquanto no B, com recompra em 3 de abril, a taxa ficou em R$ 3,272032. A venda da moeda pelo BC ocorreu pela Ptax da sessão desta terça-feira, de R$ 3,2322.

A expectativa em torno da reforma da Previdência trouxe volatilidade ao mercado brasileiro de ações. O Índice Bovespa alternou altas e baixas ao longo de todo o dia, e terminou o pregão em queda de 0,74%, aos 72.546 pontos.

Entre as ações que fazem parte do Ibovespa, os principais destaques ficaram com Vale ON (-2,20%) e ações do setor siderúrgico, como Usiminas PNA (-4,23%), a maior queda do índice. Os papéis da Petrobras recuaram 1,06% (ON) e 1,10% (PN), apesar da alta dos preços do petróleo no mercado internacional. As ações do setor financeiro também fecharam majoritariamente em queda, com destaque para Banco do Brasil ON (-1,46%). Os negócios somaram R$ 8 bilhões, abaixo da média diária das últimas semanas – de R$ 10 bilhões.

Fonte Oficial: Jornal do Comércio.

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