Temer condiciona votação a uma vitória garantida – Jornal do Comércio

O presidente Michel Temer afirmou ontem que só pedirá para a reforma previdenciária ser votada quando houver garantia de votos suficientes para aprová-la. Ele disse acreditar que o clima pessimista sobre a aprovação da proposta neste ano mudou e que é possível conseguir apoio para votá-la neste mês na Câmara.

O último cálculo feito pelo Palácio do Planalto, no entanto, aponta um placar de 280 votos, número inferior aos 308 necessários para aprovar a iniciativa.

O peemedebista disse que houve uma mudança no cenário, porque a população percebeu a necessidade de realizar mudanças nas regras das aposentadorias. “Houve um bom esclarecimento, porque, em um primeiro momento, ocorreu uma campanha equivocada, mas hoje conseguimos transmitir o que vai acontecer. Eu sinto que o povo já está compreendendo a indispensabilidade da Previdência”, afirmou.

O tema está mais adiantado no PMDB e no PTB, mas há ainda dificuldades e resistências por parte de líderes e dirigentes dos demais partidos governistas, como PP e PR. No Palácio do Planalto, o ministro da Casa Civil, Eliseu Padilha, disse que cresceu a probabilidade de aprovar a reforma previdenciária, mas reconheceu que “não se tem facilidade”. “Na medida em que os sete partidos conseguirem fechar questão, seguramente teremos do PSDB uma posição também favorável”, disse.

Temer afirmou que há um “terrorismo inadequado” em relação às informações que circulam a respeito das regras propostas na reforma.

Segundo ele, o ponto central da reforma da Previdência é estabelecer a idade mínima de aposentadoria de 65 anos para homens e 62 anos para mulheres, mas é preciso esclarecer que essa idade será cumprida somente daqui a 20 anos, garantindo um longo período de transição.

 

Fonte Oficial: Jornal do Comércio.

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