Tenda espera crescer pelo menos 10% em 2018 – Valor

SÃO PAULO  –  (Atualizado às 16h05) Diferentemente do informado no oitavo parágrafo, a incorporadora Tenda busca estabilização da margem bruta em 33% (e não retorno sobre capital de 33%). Segue a íntegra o texto corrigido:

A Tenda estima elevar lançamentos de 10% a 15% em 2018, o que representaria uma um Valor Geral de Vendas (VGV) entre R$ 1,76 bilhão e R$ 1,84 bilhão. A companhia pretende encerrar este ano com lançamentos de RS 1,6 bilhão, alta de 20% sobre 2016.

As projeções foram divulgadas nesta quarta-feira (6) pelo presidente da companhia, Rodrigo Osmo, durante encontro com analistas e investidores em São Paulo, no Tenda Day.

A nova estimativa supera a expectativa anterior para 2017, de que os lançamentos chegariam a R$ 1,5 bilhão.

A Tenda pretende ampliar suas operações para mais um novo mercado em 2018.

O executivo informou que as aquisições de terrenos devem superar o consumo de áreas no próximo ano. Em 2017, a companhia desembolsou em torno de R$ 100 milhões a R$ 130 milhões na aquisição de terrenos, patamar que deve crescer 25% neste ano.

Em relação à cidade de São Paulo, Osmo disse que o ritmo das aprovações está menor do que na gestão anterior.

Retorno sobre capital

O planejamento da Tenda e a remuneração dos principais executivos precisa considerar o longo prazo e a maximização do retorno, disse Osmo.

A incorporadora vai buscar estabilização da margem bruta em 33%.

Em relação ao programa habitacional Minha Casa, Minha Vida, o executivo disse que o Banco do Brasil demonstrou interesse em atuar mais na concessão de crédito, mas é “inegável” que a Caixa Econômica Federal é o banco com mais experiência no segmento.

“Acho que os bancos maiores deveriam prestar mais atenção e fazer isso com agressividade”, afirmou Osmo. De acordo com o executivo, a Tenda avalia que terá condições de pagar dividendos em 2019.

Minha casa

A política pública do governo para o programa habitacional Minha Casa, Minha Vida deveria ser quase zerar a faixa 1 e ampliar a faixa 1,5, na avaliação do presidente da companhia.

Os subsídios na primeira faixa são superiores aos da faixa 1,5. Além disso, é mais difícil para s incorporadoras produzir projetos enquadrados na faixa 1 em cidades como São Paulo, disse.

Osmo contou que, embora a Tenda não considere que a faixa 1,5 deixará de existir, a construtora se prepara para este cenário.

O planejamento da companhia considera também que deixará de haver financiamento à produção pela Caixa. “O impacto é que precisaremos de liquidez”, disse.

Restrições

As restrições de capital da Caixa Econômica Federal em função dos indicadores de Basileia não afetam os financiamentos para as faixas 1,5 e 2 do Minha Casa, Minha Vida, mas podem significar um risco futuro, de acordo com o presidente da Tenda, Rodrigo Osmo.

“Se a Caixa deixa de financiar empreendimentos de média e alta renda, isso afeta todo o mercado, nem que seja pelo princípio dos vasos comunicantes”, disse.

O presidente da Tenda ressaltou que, em São Paulo, quando acabam os recursos periódicos do FGTS, falta dinheiro também para o segmento de baixa renda, pois é difícil conseguir o remanejamento de verbas de outros Estados.

Osmo disse que o Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) não deve ter o tamanho atual para sempre. “Não estamos nos planejando de forma que isso vire um estresse para a companhia. A prioridade social do FGTS do governo é a habitação popular”, disse.

O executivo afirmou acreditar que, em um cenário de escassez econômica, empresas de grande porte, como Tenda e MRV Engenharia, devem ser privilegiadas. “Acho que o orçamento do FGTS pode diminuir, mas não acho que vamos sofrer demais com isso”.

No modelo adotado pela Tenda, a obra é iniciada quando boa parte dos recebíveis dos clientes já foi repassado para a Caixa. Se o cenário piorar, a Tenda pode ter de fazer aporte adicional de 200 milhões, em 2018, até os aportes serem realizados.

Fonte Oficial: Valor.

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