Conta de luz poderá variar por horário de consumo – Jornal do Comércio

A conta de energia elétrica residencial e de pequenos comércios poderá variar conforme o horário de consumo a partir de 2018. Com a tarifa branca, o custo será mais elevado durante as três horas de maior consumo de energia elétrica na região da distribuidora, em geral, fim de tarde e início da noite.

A partir do ano que vem, a todo novo consumidor de energia já será oferecida a opção da tarifa branca. Ou seja, quem for fazer a primeira ligação de eletricidade poderá ter acesso à nova modalidade de cobrança. Os detalhes da tarifa branca foram apresentados ontem pela Associação Brasileira de Distribuidores de Energia Elétrica (Abradee).

Uma dica da Proteste é que o consumidor não opte pelo novo sistema se ele e sua família só têm o fim da tarde e o início da noite livres. Mas se, por exemplo, o consumidor que mora sozinho e estuda ou trabalha à noite, deixando a casa vazia neste horário, a adesão pode ser vantajosa. A opção de aderir à tarifa branca será disponibilizada aos poucos para os consumidores já conectados na rede, de acordo com sua média de consumo mensal. Os primeiros a receber a permissão para migrar para a tarifa branca serão aqueles que costumam consumir muita energia.

Para quem consome, por mês, acima de 500 quilowatts-hora (kWh), poderá migrar no início de 2018. Esse primeiro grupo atinge 5% do total de consumidores residenciais. Para os consumidores acima de 250 kWh, o prazo será a partir de 2019, e, para quem consome abaixo disso, em 2020. O consumo médio do brasileiro é de 160 kWh. O consumo mensal é impresso na conta de luz enviada pela distribuidora. A medida não é válida para quem é incluído na tarifa social de energia.

A lógica para adoção da tarifa branca é que o sistema de energia elétrica é mais congestionado nos horários de pico, por isso o custo real da eletricidade naqueles momentos é mais elevado do que quando há menor consumo.

A tarifa branca tem como ponto positivo o fato de o consumidor ter a possibilidade de saber qual é a pior e a melhor hora para gastar mais energia, disse o presidente da Abradee, Nelson Leite. Um exemplo é que o consumidor poderá escolher quando é mais vantajoso lavar e passar roupas ou ligar o ar-condicionado.

“Tem que ter cuidado ao escolher a tarifa branca. O consumidor tem que fazer uma série de análises para saber se é vantajoso ou não. Quem puder remanejar o consumo para fora da hora de pico, terá vantagem. Tem que fazer as contas e analisar direitinho para não se arrepender depois”, disse Leite.

Nos dias úteis, o valor da tarifa branca vai variar de acordo com três horários, chamados de postos tarifários: ponta, intermediário e fora de ponta. A tarifa de energia será maior do que a tarifa convencional nos horários de “ponta” e “intermediário” e menor nos horários “fora de ponta”.

Horários de “ponta” são as três horas de maior consumo de energia de cada distribuidora (geralmente, no fim da tarde e início da noite); “intermediários” referem-se ao período de uma hora anterior e posterior ao horário de ponta; e “fora de ponta” são todos os outros demais horários. Esses horários variam para cada distribuidora. É importante que o consumidor, antes de optar pela tarifa branca, conheça seu perfil de consumo e a relação entre a tarifa branca e a convencional, que varia segundo a distribuidora. Quanto mais o consumidor deslocar seu consumo para o período fora de ponta e quanto maior for a diferença entre essas duas tarifas, maiores são os benefícios da tarifa branca.

Após a solicitação, a empresa terá até 30 dias para efetuar a instalação do novo medidor de energia, que deve ser capaz de medir o consumo nos diferentes horários. A distribuidora será responsável pela aquisição e instalação do medidor, sem custo algum para o consumidor. Caso queira voltar atrás, o consumidor poderá solicitar o retorno à tarifa convencional a qualquer momento. O prazo para a mudança também será de 30 dias.

Fonte Oficial: Jornal do Comércio.

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