Venda de ativos da carteira da BNDESPar começa em 2018, diz Rabello – Valor

RIO  –  O presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Paulo Rabello de Castro, afirmou, nesta quinta-feira (7), que pretende iniciar a venda de participações acionárias da BNDESPar ainda no primeiro semestre de 2018.

A ideia é eventualmente ampliar o peso de pequenas e médias empresas — especialmente as voltadas para inovação tecnológica — na carteira da BNDESpar.

“Isso vai ser uma tendência prevalecente sobre a participação em grandes conglomerados. Os grandes conglomerados, inclusive do setor público, estão muito mais preparados para irem, eles mesmos, ao mercado de capitais. Tem-se dito que o banco vai recuar e faz questão de recuar porque ele vai atuar em outros campos”, disse o executivo.

Segundo ele, este capital “é para servir de funding” para empresas. Segundo Rabello de Castro, o banco de fomento precisa sair de algumas empresas, mais maduras, para entrar em outras.

“Seja por renda fixa ou outro tipo de renda variável. Os fundos criatech, por exemplo, de alta tecnologia, são de renda variável, mas são mais pulverizados”, afirmou.

O presidente do BNDES estimou que a carteira de participações é, hoje, avaliada em mais de R$ 60 bilhões e, em caso de venda de fatia, pode haver ágio de 10% a 20%. Para ele, começar essas vendas com 10% do total seria “um bom número”.

Ele disse que eventualmente pode ocorrer a venda da participação de uma vez só, mediante um leilão daquela posição, o chamado “block trade”. Segundo ele, pode-se optar por um modelo de venda de participação em que se privilegia a pulverização do capital.

“Qualquer ação que esteja na nossa carteira tem algum grau de comercialização em tese. Essa é uma das possibilidades como qualquer outra”, afirmou, ao ser questionado sobre se a fatia detida na JBS poderia ser vendida.

O executivo afirmou que o banco não está olhando para nenhuma empresa pelo que chamou de “critério de afeição”. “O que há é oportunidade”, disse. Dependendo da posição do BNDES em determinada empresa, acrescentou, pode ser mais importante que se faça uma venda em bloco, por exemplo.

Antes de tomar qualquer decisão sobre as vendas, a instituição vai consultar o Tribunal de Contas da União (TCU) sobre o assunto para que o órgão dê um parecer sobre a “plausibilidade da operação”, em uma espécie de consultoria antecipada.

Fonte Oficial: Valor.

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