‘A gente virou exportador de Renner’, diz Galló – Jornal do Comércio

O presidente da Renner, José Galló, descartou que a companhia poderá expandir, por enquanto, sua operação para mais países, após a rede ter chegado ao Uruguai em setembro passado. Galló, que foi o palestrante do Tá na Mesa, nesta sexta-feira (8), em Porto Alegre, diz que o grupo, maior rede de varejo de moda do Brasil, quer primeiro consolidar a atuação no mais vizinho. “Talvez tenha mais oportunidades no Uruguai”, justificou o empresário.

“As lojas estão acima da nossa expectativa, estão indo muito certo. É o teste do nosso modelo lá fora”, afirmou. A Renner já tem duas operações em Montevidéu – uma loja de rua e outra em shopping. Até o começo de 2018, mais duas filiais serão inauguradas.

Segundo Galló, antes de pensar em avançar a outros países é preciso fazer ajustes de sistemas e distribuição, que é feita a partir de centros localizados no sul do Brasil. “A gente virou agora exportador de Renner”, definiu o presidente da varejista, que fechará 2017 com 70 novas lojas abertas, entre as bandeiras Renner, YouCom e Camicado. A rede soma cerca de500 pontos e cerca de 20 mil funcionários.

A principal meta a cumprir em 2018, de acordo com Galló, será adequar os processos de exportação das peças para o Uruguai. “O Brasil é bastante fechado e burocrático quando o assunto é importação, principalmente para o vestuário”, explica. Ele ressalta que as taxas chegam a alcançar 90% em cima de cada peça, somando todos os custos de tarifa e frete.

O CEO da companhia analisou que o varejo varejista se sobressai em um cenário de escassez no Brasil em virtude da queda na inflação acumulada em 2017, com taxa que saiu de 10% em 2016 para abaixo de 3% neste fim de ano. “Além desse fator, o aumento da confiança e a diminuição das taxas de juros contribuíram para a condição invejável das vendas das Lojas Renner”, elencou o presidente. 

Para 2018, Galló espera um ritmo mais acelerado no cumprimento das metas, principalmente se o resultado das eleições for um sucesso, sem especificar o que seria a condição para este êxito. “Essa é a maior incógnita do momento”, afirma ele, que ainda não consegue prever o futuro da economia, mas já caracteriza o momento atual como um “verdadeiro milagre”.

Fonte Oficial: Jornal do Comércio.

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