Cresce interesse por smartphones com telas maiores – Jornal do Comércio

A preferência dos consumidores por smartphones com telas maiores, que já é uma realidade em mercados importantes, como o da China, deve se consolidar no Brasil já no próximo ano. A estimativa é que as vendas dos chamados phablets, aparelhos com telas maiores que 5,5 polegadas, cheguem em 2021 a 1 bilhão, superando os 700 milhões de celulares menores. Ao todo, as vendas vão subir 13% em quatro anos.

“Os usuários vão continuar consumindo mais entretenimento em vídeo, jogos, mídias sociais e outras aplicações com fluxo pesado de dados, que fazem com que o tamanho da tela e seu tipo sejam um elemento crucial na decisão de qual celular comprar”, diz Ryan Reith, da IDC.

As vendas de phablets dependem primordialmente da China, mas alguns são populares no Ocidente, como o Samsung Galaxy Note e o Galaxy S8 Plus. O iPhone 8 Plus, lançado em outubro no Brasil, por até R$ 5 mil, R$ 4 mil, também é considerado um phablet.

A palavra é um misto de phone e tablet, e se popularizou em 2011 para se referir à série Galaxy Note, da Samsung. No uso portátil, para ler, jogar ou assistir a vídeos, eles vêm substituindo tablets e aparelhos menores.

As vendas de tablets caem desde 2014, o que coincide com o momento em que smartphones se tornaram melhores e mais acessíveis. Analistas apontaram inicialmente que a longa vida útil dos tablets – de vários anos, no caso do iPad – era o que derrubava as vendas pelo mundo, mas já há quem diga que eles estão fora de moda.

“Acreditamos que a categoria vai continuar em decadência a longo prazo, ainda que em um ritmo mais devagar do que imaginávamos em 2016”, relata Lauren Guenveur, da IDC, em relatório sobre o setor no segundo trimestre deste ano. Na Argentina, as vendas de tablets continuam subindo, pois há um tributação diferenciada para esses dispositivos, considerados equivalentes a notebooks e PCs, e não a celulares. Por isso, eles chegam com preços menores no mercado. As vendas crescem há 58 meses no país, de acordo com a GfK. Outro país em que tablets ainda têm um respiro é a Índia, onde a IDC identificou um aumento de 46% nas vendas no terceiro trimestre, um mercado dominado por Lenovo e Acer. A explicação são os programas de distribuição gratuita de tablets do governo indiano, voltados à educação, que mantêm o ritmo das vendas.

A IDC afirma que as vendas de tablets caíram 5,4% no terceiro trimestre deste ano em relação ao mesmo período de 2016. No Brasil, foi 8% de queda no segundo trimestre, também ante o ano passado.

 

Fonte Oficial: Jornal do Comércio.

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