Febraban diz que reforma da Previdência é essencial para conter dívida – Valor

SÃO PAULO  –  O presidente da Febraban, Murilo Portugal, afirmou que a reforma da Previdência é “essencial” para conter a dívida pública e estimular investimentos. Ele fez um apelo para que a Câmara dos Deputados aprove o projeto o quanto antes.

Portugal elogiou o desempenho da equipe econômica e ressaltou que, neste ano, o Brasil começou a se recuperar de uma das recessões mais longas e profundas da história. “A espinha dorsal da inflação foi quebrada. As expectativas futuras de inflação estão firmemente ancoradas na meta”, destacou.

O presidente da Febraban disse reconhecer os esforços do governo Temer no Congresso “para dar uma base mais sustentável e duradoura” à recuperação da economia a partir da aprovação de reformas como a do teto dos gastos públicos, a trabalhista, o fim de subsídios de crédito e a atualização de marcos do setor de petróleo e enegia.

Segundo ele, é preciso aumentar a taxa de produtividade do país, que será o principal motor do crescimento no futuro. “É preciso melhorar em velocidade maior ou pelo menos igual à de nossos competidores internacionais.”

O presidente da Febraban discursou em almoço promovido pela entidade.

Crédito e inadimplência

Portugal afirmou esperar que o aumento da oferta de crédito e a queda dos spreads e da inadimplência continuem em 2018.

Ele destacou que pesquisa da entidade aponta crescimento de 4,2% na oferta de crédito em 2018, puxada pela pessoa física. As operações com esse segmento devem aumentar 5,2%, conforme a sondagem.

“Vamos continuar trabalhando para reduzir custos e spreads”, disse.

Segundo ele, os analistas nem sempre entendem porque os juros do crédito bancário não caem na mesma proporção da taxa Selic. De acordo com o presidente da Febraban, a explicação é que a Selic não é o único item na composição das taxas de juros bancárias. Também entram na conta o custo de intermediação – como inadimplência e tributos -, que representa 75% do spread, e a margem de lucro dos bancos.

Portugal também rechaçou a ideia de que a concentração bancária leva aos spreads altos. “Quero reafirmar que somos 100% a favor de mais competição”, afirmou. “Somos a favor de qualquer medida que incentive a competição.”

De acordo com ele, a indústria bancária é concentrada em todo o mundo porque é intensiva em capital. “A concentração no Brasil está em linha com a de outros países do mundo.”

Fonte Oficial: Valor.

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