Sistema on-line controlará movimentação de resíduos – Jornal do Comércio

Desonerar e agilizar o transporte de resíduos dentro do Estado foi a motivação para o governo gaúcho implementar um sistema on-line para o controle sobre a movimentação de resíduos no Rio Grande do Sul. A ferramenta já estará disponível em janeiro e, até março, todos os agentes terão que estar adaptados.

A medida foi lançada ontem durante evento no Salão Negrinho do Pastoreio do Palácio Piratini. Através da solução, geradores, transportadores e destinadores dos materiais vão declarar no site da Fundação Estadual de Proteção Ambiental (Fepam) todas as informações sobre o deslocamento das cargas. A inovação gera economia de papel, terminando com o tradicional talonário, o fim da cobrança de taxas para emissão das autorizações, que custava R$ 624,61, e mais segurança aos usuários, que poderão acompanhar todas as etapas do processo.

A ferramenta também possibilita que a Fepam monitore as cargas em tempo real, resultando em maior controle ambiental desde a geração até a destinação final dos resíduos em local devidamente licenciado. Na fase inicial de implantação, serão declarados os resíduos industriais, de hospitais, sólidos urbanos e de esgotamento sanitário. O custo da implantação do sistema foi arcado pela Associação Brasileira de Empresas de Tratamento de Resíduos (Abetre).

A secretária do Ambiente e Desenvolvimento Sustentável (Sema) e presidente da Fepam, Ana Pellini, destaca que o sistema on-line possibilitará obter informações mais precisas sobre o perfil dos resíduos transportados. Dentro desse cenário, será possível planejar melhor as políticas públicas que serão adotadas nesse setor. Ana comenta que entre os dados que serão colhidos estão: natureza das cargas, volume, procedência e destino.

Entre 2014 e 2016, foram mais de 290 mil toneladas de resíduos industriais perigosos circulando pelas estradas gaúchas. Por ano, são geradas em média 2 milhões de toneladas de resíduos sólidos urbanos.

No cadastro da Fepam, mais de 3,5 mil empreendimentos ativos ainda usam talonário de Manifesto de Transporte de Resíduos (MTR), entre geradores e centrais de recebimento.

 

Fonte Oficial: Jornal do Comércio.

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