BCE eleva projeções de crescimento e inflação na zona do euro em 2018 – Valor

SÃO PAULO  –  No mesmo dia em que manteve as taxas de juros da zona do euro, o Banco Central Europeu (BCE) divulgou suas novas projeções econômicas, incluindo agora o ano de 2020.

Segundo Mario Draghi, presidente da instituição, a expansão econômica na área do euro continuou no terceiro trimestre de 2017, quando o Produto Interno Bruto (PIB) real cresceu 0,6% em relação aos três meses anteriores, quando a expansão foi de 0,7%. Os últimos dados e resultados da pesquisa apontam para um impulso de crescimento sólido e de base ampla.

“Nossas medidas de política monetária, que facilitaram o processo de desalavancagem, continuam a apoiar a demanda doméstica. O consumo privado é sustentado por ganhos contínuos de emprego que também estão se beneficiando da melhora do mercado de trabalho e do aumento da riqueza das famílias. O investimento empresarial continua a se fortalecer devido a condições de financiamento muito favoráveis, do aumento dos lucros das empresas e do fortalecimento da demanda. O investimento habitacional também aumentou nos últimos trimestres. Além disso, as exportações da área do euro estão sendo apoiadas pela ampla expansão global”, disse Draghi.

Esta avaliação é refletida nas novas projeções. O BCE espera que o PIB real anual cresça 2,4% em 2017, ante 2,2% na previsão anunciada em setembro, 2,3% em 2018 (de 1,8%), 1,9% em 2019 (de 1,7%) e 1,7% em 2020.

A inflação ao consumidor, por sua vez, deve ficar em 1,5% em 2017, sem alteração, marcar 1,4% em 2018, em vez de 1,2%, e voltar para 1,5% em 2019, inalterada, e ir para 1,7% em 2020.

Segundo Draghi, “olhando para o futuro, com base nos preços de atuais do petróleo, as taxas anuais de inflação provavelmente vão registrar moderação nos próximos meses, refletindo principalmente os efeitos de base nos preços da energia, antes de aumentar de novamente. Espera-se que a inflação subjacente [núcleo] suba gradualmente a médio prazo, apoiada por nossas medidas de política monetária, pela expansão econômica contínua, pela absorção da folga econômica e pelo crescimento salarial”.

Fonte Oficial: Valor.

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